27 de nov de 2007

Dia-a-dia, converto-me...

"Jesus Cristo nos chama a segui-lo. Tal convite não pode ser respondido com um mero levantar de mãos em cruzadas evangelísticas. Falo como evangelista acostumado a este fenômeno: milhares de mãos se levantando, respondendo "sim" ao apelo de seguir Jesus. Na realidade, pode ser que o gesto seja o primeiro de uma sucessão benéfica que inclua: apertar a mão de irmãos, lavar os pés dos santos, enxugar lágrimas a aflitos, dar água e pão aos pobres, curar as feridas dos flagelados, impor as mãos sobre os doentes ou uni-las em oração e prece. Se este for o processo, então aquele gesto foi válido. No entanto, se não propiciar tal fluxo de vida e sucessão de atos, não passou de coreografia de trabalho religioso, ilusão pra os servos da idolatria estatística e fantasia para os que pretendem povoar o céu a partir da "graça barata".
Seguir Jesus não não é ser modelado dentro do apertado terreno dos condicionamentos psicológicos, culturais e religiosos dos nossos guetos evangélicos. Entre nós, a conversão é muitas vezes um fenômeno de mimetismo, não o nascer de uma nova criatura (II Co 5:17). A conversão é, na nossa superficial e frequentemente hipócrita cultura evangélica, a assimilação de chavões, palavras, gestos feitos, tom de voz e indumentária própria. Não tenho medo de ser julgado. O que disse está dito, pois conheço a igreja de Cristo no Brasil e sei que ela precisa ser liberta da religiosidade que por vezes Jesus odiou e reprovou (Mt 23:1-36)." Caio Fábio.
Lembro-me quando ergui minha mão em resposta a um apelo do pastor (inclusive não posso dizer bem ao certo sobre o que se tratava o apelo) durante um culto que visitei por convite do meu primo. Sei que a música era boa e gostava de ouvir. O fato é que ergui minha mão várias vezes em vários cultos, sempre inseguro se havia ou não cumprido a ritual de forma correta para a minha iniciação nessa nova religião.
A conversão é, na nossa superficial e frequentemente hipócrita cultura evangélica, a assimilação de chavões, palavras, gestos feitos, tom de voz e indumentária própria.
Bom, de uma coisa eu sabia. Eu não era mais católico-ateu-espírita-à toa. Mas, lembro-me com certo embaraço e divertimento que desejoso de pregar o Evangelho acabava por vezes atacando Maria, santos e imagens católicas e reencarnação que falando de Jesus. Acho que foi esse o apelo. Trocar de religião! E foi esse "evangelho" que me empenhei em pregar (rss). Economizei muita simpatia dos meus chegados e discípulos em potencial.
Mas, a Verdade, enfim, me alcançou pela Graça. O Evangelho me foi revelado "nu e cru" sem aditivos religiosos, segregaristas, sectaristas e facciosos. Ante-ontem, levantei minha mão e aceitei seguir Jesus, neguei-me a mim mesmo e tomei minha cruz. Ontem, levantei minha mão e aceitei seguir Jesus, neguei-me a mim mesmo e tomei a minha cruz. E, hoje levanto minha mão e aceito seguir Jesus, nego-me a mim mesmo e tomo a minha cruz (Lc 9:23).

Recomendo a leitura do pequeno livro Seguir Jesus: O mais fascinante projeto de vida de Caio Fábio. Conteúdo incisivo e prático.

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