27 de abr de 2008

Letras$ Mortas

Queria compartilhar com você algumas preocupações que têm se passado na minha cabeca há algum tempo.

A principal delas é o crescimento da igreja evangélica no Brasil, e as conseqüências que isso tem gerado para a nação brasileira.

Dentre esse topico, duas conseqüências são as que mais me perturbam e me preocupam.

1. Com o crescimento do número de evangelicos, o então chamado "mercado evangélico" tem se tornado uma grande fonte de dinheiro para muitos. Ate entao isso não é um problema por si só, mas preste um pouco mais de atenção.

Esses dias eu estou lendo um livro muito interessante sobre lideranca espiritual. Já havia lido vários livros sobre liderança, porem nenhum deles abordava a lideranca eclesiástica de maneira tão profunda, sincera e espiritual. Sem dúvida, este é o melhor livro de lideranca que eu já li até hoje.

Só que a má noticia á a seguinte. Você dificilmente (muito dificilmente) vai ter a oportunidade de ler esse livro. Isso porque esse não é o livro tipico que as grandes editoras "evangélicas" gostariam de comercializar. Por quê? Por que o livro não é comercial o bastante. Traduzindo, NÃO VENDE. Hoje, os livros que vendem são aqueles de "auto-ajuda gospel" sabe?

Quem dita a profundidade dos livros que teremos nas livrarias brasileiras é o mercado, e não o conteúdo.

No passado, quando não havia um comércio tão forte, era o conteúdo que definia se um livro iria ser traduzido (caso fosse de algum autor estrangeiro) e publicado.

Não estou falando que isso é regra geral, existem editoras como a w4 que sei que tem um compromisso sério com o propósito de Deus, e sei tambem que várias vezes eles sofrem financeiramente por causa disso.

Que tipo de cristãos as editoras têm produzido através de suas publicações?

2. O segundo ponto fala da conseqüência de termos tantos cristãos evangélicos no Brasil. Na verdade a pergunta é: Qual é a diferença que isso tem feito nas estatísticas da nação? Isso tem feito alguma diferenca real?

No momento estou nos EUA. A nação com maior porcentagem de evangélicos do mundo.Tá. E daí? Que diferenca que isso faz aqui?

Não importa sermos a maior religião. O que importa é o resultado disso.

Tody, no blog Videoadoração. [via Pavablog ... De novo]

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