31 de jul de 2008

A IMBECILIDADE DOS CRISTÃOS?

Fonte: Agnus Dei

O escritor grego Luciano de Samósata (Síria) foi um dos maiores críticos da sociedade de sua época, criticando, entre outros, seus valores filosóficos e religiosos.

Na obra "A Morte do Peregrino", escrita por volta do ano 180, apresenta os cristãos como pessoas crédulas e ingênuas na passagem onde narra sobre um trapaceiro fanfarrão que explora a boa fé destes.

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Antes de tudo, esses infelizes estão convencidos de que são imortais e de que viverão para sempre. Por isso, desprezam a morte e muitos a enfrentam voluntariamente. Seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos. A partir do momento em que renunciaram os deuses da Grécia, passaram a adorar seu sofista crucificado e amoldaram suas vidas aos seus preceitos. Eles também desprezam todos os bens, mantendo-os para uso comum [...]. Se entre eles aparecer um hábil impostor, que saiba se beneficiar da situação, este se enriquecerá rapidamente pois poderá manipular como quiser essas pessoas que nada percebem.


NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: A INGENUIDADE DOS CRISTÃOS SEGUNDO OS PAGÃOS.


É incrível a perspicácia desta crítica que parece soar mais como um tipo de "profecia" a respeito dos cristãos. E de fato não é nova visto que o próprio Jesus nos lançou tal advertência quanto a lobos em pele de cordeiro, falsos profetas, falsos mestres e joio e trigo. O interessante é que parece que isso se tornou uma constante no meio "cristão".

O abuso espiritual e a malandragem eclesial impetraram com tamanha força que quando poucos se posiocionam contra esse modelo de "cristianismo" e denunciam as falácias e os enganos que são proferidos, acabam por serem vistos como inimigos da cruz, inimigos da igreja e inimigos de Cristo. Quando no muito são os que mais amam estes. E por conseguinte não conseguem se acomodar e assistir passivelmente a todo esse aproveitamento dos simples e pequeninos na fé por parte desta matilha que enferma e consome a energia de cristãos ingênuos, acomodados e negligentes.

Porque somente os que estão de fora, conseguem enxergar tamanha palhaçada? O brilhantismo do "apóstolo" parece cegar e boicotar a capacidade de discernimento do rebanho. A simpatia e eloquencia do "pastor" o torna indelével e blindado a críticas. E quando estes são alvos de ferrenhas exortações, reclamações e acusações, tais não tem nem a necessidade de se defender. O próprio rebanho(ou tietes espirituais) os defendem quase que com a própria vida ou no mínimo arriscando as próprias reputações.

Fico imaginando... Se no ano 180 d.C os pagãos pensavam como Luciano de Samósata a respeito dos cristãos que com certeza ainda guardavam a fé com maior sobriedade, que diremos atualmente quando a manifestação de imbecilidade e nesciedade dos "crentes" é, deveras, preocupante.


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