16 de ago de 2008

O Denominacionalismo é Contraproducente


Outro problema oriundo do moderno sistema denominacional é que ele arrebenta aquilo que afirma proteger e preservar. Derruba eficazmente aquilo que pretende edificar! O denominacionalismo Protestante, como as típicas práticas sectárias e tortuosas do Catolicismo Romano, se deteriorou a ponto de converter-se em uma instituição humana que vomita despotismo contra seus dissidentes. Defende solicitamente seus adeptos, enquanto condena os demais por supostas violações doutrinais.

É por esta razão que Paulo repreende os cristãos de Corinto contra o partidarismo e as divisões (1Cor. 1:11-13; 3:3-4). Hoje em dia não é menos escandaloso o ato de violentamente impor à família de Deus a camisa de força do partidarismo denominacional. Incidentalmente, muitas das igrejas chamadas não-denominacionais, inter-denominacionais e pós- denominacionais são tão hierárquicas e sectárias como as grandes e antigas denominações. Estas também pertencem ao “sistema denominacional”.

Na verdade é surpreendente a forma como o sistema denominacional realmente perpetua a heresia – aquilo que se propõe refrear. Vale a pena pensar nisto. Se a natureza autônoma de cada igreja fosse preservada, a propagação do erro seria quase sempre localizada. Mas quando uma sede denominacional se infecta de um falso ensinamento, cada igreja conectada com ela abraça a mesma falsidade. É assim que

a heresia se difunde! A autonomia de cada igreja dificulta o surgimento de algum falso mestre ambicioso que tome o controle de um grupo de igrejas. Também é virtualmente impossível emergir a “figura de um Papa”. Diferente de uma denominação, onde todas as igrejas relacionadas ficam em pé ou caem.

Não é difícil provar que formar uma denominação é cometer uma heresia. O pecado da heresia [Grego: hairesis] consiste em seguir os próprios dogmas. Deste modo, uma pessoa pode ser um herege com respeito à verdade se a usa para fraturar o Corpo de Cristo. As denominações são formadas quando alguns se separam do Corpo de Cristo para seguir suas doutrinas ou práticas favoritas.

Embora a igreja institucional se jacte de estar “coberta” por uma denominação, na realidade nela se permite menos “prestar contas” cara a cara do que nas modernas igrejas moldadas segundo o padrão do primeiro século. Na típica igreja evangélica, se diz que o pastor “cobre” a congregação. Mas na maior parte das igrejas deste tipo, o grosso da congregação mal conhece o pastor! E menos ainda uns aos outros! Não raramente os “cristãos praticantes” trocam apenas três frases em um típico culto dominical. Mas em uma igreja que segue o modelo do NT, todos os irmãos se conhecem estreitamente, inclusive os obreiros de fora que ajudam a igreja (1 Tes. 5:12a).

Em suma, a “cobertura denominacional” é artificial, e está confinada aos limites seguros de sua própria e inerente superficialidade. Mas o desejo de Deus é que Seu povo encarne os valores da vida e do ensino de Seu Filho em uma comunidade onde possam estar na intimidade, cara a cara. De fato, este desejo constitui o mais precioso em Seu eterno propósito (Efe. 2:18-3:11).

Em suma, a sujeição mútua mantém a igreja como uma comunidade estreitamente unida. A “cobertura” denominacional a converte em uma sociedade hierárquica!


Frank A. Viola em Quem é tua cobertura?


Posts que dão continuidade à discussão: Placas, Diferenças Doutrinárias, Cristo é insuficiente, Mensagem aos "sem igreja", Você é livre? Ou pensa que é?

Um comentário:

  1. Radical, ou, na raiz! Já acabou de ler a "Conspiração"? Tem um capítulo em A "Renovação" chamado "Formação espiritual na congregação local" que você tem que ler logo" Amplexos!

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