13 de set de 2008

Tomei a pastilha rubra


Questões que Nunca Formulamos

Sócrates (470-399 a.C.) é considerado por alguns historiadores como o pai da filosofia. Nascido e criado em Atenas, ele tinha o hábito de ir até a cidade e implacavelmente fazer questionamentos e analisar assuntos. Com audácia, Sócrates colocava em dúvida os pontos de vista do povo de seu tempo. Ele livremente discorria sobre temas que seus contemporâneos atenienses temiam discutir.

A mania de Sócrates de formular perguntas penetrantes às pessoas, fazendo-as participar e questionar criticamente acerca de seus costumes, eventualmente acabou provocando sua morte.

Seus contínuos questionamentos do conjunto das tradições fizeram com que os líderes atenienses o

acusassem de “corromper a juventude”. Como resultado, eles mataram Sócrates. Uma clara mensagem foi enviada aos cidadãos atenienses: Todos que ameaçarem os costumes estabelecidos terão o mesmo destino!

Sócrates não foi o único filósofo a sofrer represálias pelo seu inconformismo: Aristóteles foi exilado,

Spinoza foi excomungado e Bruno foi queimado vivo. Sem mencionar os milhares de cristãos torturados e assassinados pela igreja institucional por se atreverem desafiar seus ensinos. Como cristãos, somos ensinados por nossos líderes a crer em certas idéias e nos comportar de

determinada maneira. Temos a Bíblia, claro. Mas estamos condicionados a lê-la com as cômodas lentes da tradição cristã à qual pertencemos. Nos ensinaram a obedecer nossa denominação (ou movimento) e jamais desafiar tais ensinos.

(Neste momento todos os corações rebeldes estão aplaudindo e tramando usar os parágrafos anteriores para criar estragos em suas igrejas. Se este é o seu caso, querido coração rebelde, quero acrescentar algo para você em minha introdução. Longe de recomendar que faça isso, meu conselho é: Deixe sua igreja silenciosamente para não causar divisões ou viva em paz com ela. Há uma grande distancia entre adotar uma postura rebelde e ficar do lado da verdade).

A verdade é que nós cristãos nunca colocamos em dúvida aquilo que fazemos. Pelo contrário,

cumprimos alegremente nossas tradições religiosas, sem verificar de onde elas vieram. A maioria dos cristãos que afirma apoiar-se na Palavra de Deus nunca investiga se aquilo que faz a cada domingo tem base bíblica. Como sei isto? Porque se eles investigarem chegarão a conclusões bem incômodas. Conclusões que compeliriam suas consciências a abandonar tudo que fazem.

Como veremos adiante, o pensamento e a prática da igreja contemporânea sofreram mais influências de eventos históricos pós-bíblicos do que pelos imperativos e exemplos do N.T. (NT). A maioria dos cristãos não tem consciência desta influência. Tampouco se dá conta de que eventos históricos pós-bíblicos criaram montanhas de tradições. — todas rotineiramente passadas como “cristãs”.


Um Convite Assustador

Agora convido o leitor seguir-me por uma estrada inédita. Trata-se de uma terrível jornada onde você será obrigado a responder questões que provavelmente nunca entraram em seu pensamento consciente.

Questões bem difíceis de responder, recorrentes, surpreendentes. Você será confrontado com respostas perturbadoras. Respostas que deixarão você diante das melhores coisas que um cristão pode conhecer.

Nas próximas páginas você ficará atônito quando descobrir que aquelas coisas que nós, cristãos, fazemos nas manhãs de domingo, não vieram de Jesus Cristo, dos Apóstolos ou das Escrituras. Nem mesmo vieram do Judaísmo. Sendo mais específico, a maior parte daquilo que fazemos na “igreja” foi absorvido diretamente da cultura pagã no período pós-apostólico. Sendo mais específico, a maior parte das nossas práticas eclesiásticas foi introduzida durante três períodos de tempo: Após Constantino (324 a 600), no tempo da Reforma (século XVI), e na era do Revivamento (séculos XVIII e XIX).

Cada capítulo mostrará as tradicionais práticas eclesiásticas. Depois revelará a história de onde vieram tais práticas. E o mais importante, explicará como estas práticas sufocam e obstaculizam o funcionamento de Seu Corpo.

Se você não está disposto a examinar seriamente seu cristianismo, não mais leia estas páginas. Doe

imediatamente este livro a algum sebo! Livre-se do incômodo de ter sua vida cristã virada de cabeça para baixo.

Não obstante, se você opta por “tomar a pastilha rubrae averiguar “até onde vai a toca do coelho”.

Se você quer aprender a verdadeira história das origens de suas práticas cristãs, se está disposto a

desvendar o véu da igreja moderna e desafiar fortemente suas tradicionais pressuposições, então você encontrará aqui uma obra perturbadora, informativa e possivelmente transformadora de vida.

Em outras palavras, se você é um cristão de igreja institucional que leva o N.T. a sério, o que você lerá mais adiante o levará a uma crise de consciência. Você será confrontado por fatos históricos irrefutáveis.

Por outro lado, se você é um desses raros indivíduos que congrega com outros cristãos à margem do

cristianismo organizado, você redescobrirá que não apenas as Escrituras, mas também a história está a seu lado.


Frank A. Viola em trecho da introdução do livro Cristianismo Pagão (Introdução: Vivemos realmente de acordo com as Escrituras? p.9,10,11)...


P.S. Pra quem não sabia foi daí que tirei o título do blog...

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