30 de abr de 2008

Freedom

As formas da antiga cristandade estão se apagando. Com o desaparecimento da cultura rural, o cristianismo dos avós já pertence ao passado. Não adianta querer ressuscitar o passado nem querer contar com os movimentos de “entusiasmo” religioso para fundar nova cristandade... O evangelho é este: ‘Cristo nos libertou para que vivêssemos em liberdade’ (Gl 5.1).’Foi para a liberdade que vocês foram chamados (Gl 5.3). Deus é liberdade e nos criou para a liberdade. Esta é a nossa vocação humana. O sentido da nossa vida é construir e conquistar a liberdade.

José Comblin [via Princess Blog]

29 de abr de 2008

Reino à mão

"Pode ser que tenhamos pressionado as pessoas a serem boas ou moralmente firmes, corretas ou ortodoxas para que evitassem o inferno após a morte, mas não as inspiramos com a possibilidade de se tornarem lindas e de frutificarem a fim de que a terra fosse curada nesta vida. Podemos tê-las instruído a como ser um bom batista, presbiteriano, católico ou metodista aos domingos, mas não as treinamos, desafiamos ou inspiramos a viver o Reino de Deus em seus empregos, na sua vizinhança, em suas famílias, escolas, clubes ou associações entre um domingo e outro.
Pode ser que tenhamos tentado fazer com que se 'comportassem' - sendo cidadãos tranqüilos de seus reinos terrenos e consumidores ativos com suas economias terrenas - mas não os estimulamos e inspiramos a investir e sacrificar seu tempo, sua inteligência, seu dinheiro e sua energia na causa revolucionária do Reino de Deus. Não, muitas vezes Karl Marx é que estava certo: usamos a religião como uma droga, de modo que pudéssemos suportar as terríveis condições de um mundo que não é o Reino de Deus. A religião se tornou nosso calmante para que não ficássemos tão indignados com a injustiça. Nossa religiosidade, portanto, nos ajudou, e favoreceu os que estavam no poder e que não queriam mais nada além de conservar e preservar a posição injusta que lhes era tão lucrativa e confortável.
O que aconteceria - fico imaginando sentado ao contemplar os magníficos vitrais de uma das catedrais de Praga, Viena, Londres ou Florença - se provássemos novamente as boas notícias de Jesus - não como um calmante, mas como um vibrante, potente e novo vinho que nos enchesse de gozo e de esperança de que um mundo melhor é possível? E se, inebriados por esse novo vinho, lançássemos fora nossa inibição e de fato começássemos a agir como se realmente o Reino escondido, porém real, de Deus estivesse próximo, à mão?"


A mensagem secreta de Jesus, Brian McLaren [via Marco.maps]

28 de abr de 2008

Céu e Inferno

O inferno de Deus não requer o esplendor do fogo. Quando o juízo final retumbar nas trombetas e a terra publicar as suas entranhas e as nações ressurgirem do pó para acatar a Boca inapelável, os olhos não verão os nove círculos da montanha invertida; nem a pálida pradaria de asfódelos perenes, onde a sombra do arqueiro persegue a sombra da corça, eternamente; nem a loba de fogo que no piso inferior dos infernos muçulmanos é anterior a Adão e aos castigos; nem metais violentos, nem sequer a treva visível de John Milton. Um odioso labirinto de tríplice ferro e fogo doloroso não oprimirá as almas atônitas dos réprobos.

Tampouco o fundo dos anos guarda um remoto jardim. Deus não precisa para alegrar os méritos do justo de esferas de luz, concêntricas teorias de tronos, potestades e querubins, nem o espelho ilusório da música nem as profundidades da rosa nem o esplendor desafortunado de um só de seus tigres, nem a delicadeza de um pôr-do-sol amarelo no deserto nem o sabor antigo e natal da água. Em sua misericórdia não há jardins nem luz de uma esperança ou de uma recordação.

Na janela de um sonho vislumbrei os prometidos Céu e Inferno: quando o juízo retumbar nas trombetas últimas e o planeta milenar for obliterado e bruscamente cessar o Tempo, as efêmeras pirâmides de cores e linhas do teu passado definirão na treva um rosto adormecido, imóvel, fiel, inalterável (talvez o da amada, quem sabe o teu) e a contemplação desse imediato rosto incessante, intato, incorruptível será, para os réprobos, Inferno; para os eleitos, Paraíso.

Jorge Luis Borges, Poemas (1954) [via Bacia das Almas]

27 de abr de 2008

Traumatizados pela igreja

Maria estava feliz por ter abraçado a fé cristã, empolgada com a possibilidade de caminhar com Deus. Num dia de evento especial em sua igreja o pregador, em dado momento da reunião, faz uma oração, lançou seu paletó sobre a pequena multidão e dezenas caíram no chão, em transe. Maria, sem entender direito o que estava acontecendo, ficou em pé observando as pessoas. O indigitado pastor, ao microfone, chamou aquela mulher e disse que ela estava com o coração endurecido e, caso não caísse, era porque estava cheia de demônios. Maria quase entrou em pânico, porque todos os olhares se voltaram contra ela. Tentou explicar que não estava endemoninhada, mas não foi ouvida. As pessoas a cercaram e começaram a expulsar o demônio e a ministrar a unção para que ela caísse. Ela começou a chorar e a dizer que não tinha demônio algum, que amava a Deus, mas ninguém lhe deu ouvidos. Em pânico, caiu desfalecida, para delírio de todos os presentes.

Dolores tinha já alguns anos de vida cristã quando sua comunidade aderiu a um movimento que seria, segundo os organizadores, aquele que reavivaria definitivamente a igreja. Quem estivesse de fora, estaria fora da vontade de Deus. Ela tinha que prestar contas de tudo o que acontecia em sua vida para uma pessoa da igreja, inclusive de sua vida conjugal, e não podia tomar nenhuma decisão sem antes obter a permissão dessa pessoa. Quando queria sair com o marido precisava pedir permissão. Caso fosse negada, adeus jantar romântico. Tinha que obedecer a igreja. Um belo dia o marido de Dolores, depois de muito desgaste, trocou-a por outra mulher que estava disposta a sair com ele e a viver uma vida conjugal madura e livre de interferências externas. Dolores viu-se aflita, recorreu a várias correntes de oração para ter seu marido de volta. Nada aconteceu.

João tinha um filho lindo, oito anos de idade, inteligente, alegre, gostava de acompanhar o pai às reuniões da igreja. Um dia o filho de João teve uma convulsão no meio do culto. Logo chamaram os líderes para orar e o diagnóstico foi contundente, o menino estava possesso. Após muita oração o menino recobrou a consciência e foi levado para a casa. As convulsões continuaram.
Levado ao médico, verificou-se que o garoto tinha um tumor e precisava ser operado. O pai foi orientado a orar porque seu filho seria curado sem cirurgia alguma. Horas de oração, dias de jejuns e nada aconteceu. Depois de seis meses, João enterrou seu filho.

Maria nunca mais retornou àquela igreja. Tinha medo, vergonha e convicção que aquela experiência não tinha nada de Deus. Tudo lhe trazia pânico. Começou a se distanciar das pessoas e a se isolar. Nunca mais entrou em igreja alguma.

Dolores tornou-se uma mulher amargurada, frustrada e tem ódio de tudo que lhe lembre igreja.
João conseguiu se reerguer e depois de muito tempo conseguiu voltar a ter fé, mas agora sua fé é confiança em Deus, independente de curar ou não, de fazer coisas prodigiosas ou não. É uma fé mais madura.

Estas pessoas são fictícias, mas suas histórias são bem reais e já aconteceram milhares de vezes. São vítimas das loucuras feitas em nome de um pseudo-evangelho e de uma fé neurotizante, que, em vez de trazer paz e conforto, traz desequilíbrio.

Urge que a igreja volte a ser uma comunidade terapêutica, apenas um grupo de pessoas que amam a Deus e querem caminhar com ele. É necessário que ela seja também um espaço de cura para esses tantos feridos, para que voltem a ter a alegria da salvação, perdida (ou roubada) ao longo do caminho.

Márcio Rosa da Silva, no blog Inquietações de um aprendiz. [via Pavablog... Ah, o cara só posta coisa massa, velho - rs]

Letras$ Mortas

Queria compartilhar com você algumas preocupações que têm se passado na minha cabeca há algum tempo.

A principal delas é o crescimento da igreja evangélica no Brasil, e as conseqüências que isso tem gerado para a nação brasileira.

Dentre esse topico, duas conseqüências são as que mais me perturbam e me preocupam.

1. Com o crescimento do número de evangelicos, o então chamado "mercado evangélico" tem se tornado uma grande fonte de dinheiro para muitos. Ate entao isso não é um problema por si só, mas preste um pouco mais de atenção.

Esses dias eu estou lendo um livro muito interessante sobre lideranca espiritual. Já havia lido vários livros sobre liderança, porem nenhum deles abordava a lideranca eclesiástica de maneira tão profunda, sincera e espiritual. Sem dúvida, este é o melhor livro de lideranca que eu já li até hoje.

Só que a má noticia á a seguinte. Você dificilmente (muito dificilmente) vai ter a oportunidade de ler esse livro. Isso porque esse não é o livro tipico que as grandes editoras "evangélicas" gostariam de comercializar. Por quê? Por que o livro não é comercial o bastante. Traduzindo, NÃO VENDE. Hoje, os livros que vendem são aqueles de "auto-ajuda gospel" sabe?

Quem dita a profundidade dos livros que teremos nas livrarias brasileiras é o mercado, e não o conteúdo.

No passado, quando não havia um comércio tão forte, era o conteúdo que definia se um livro iria ser traduzido (caso fosse de algum autor estrangeiro) e publicado.

Não estou falando que isso é regra geral, existem editoras como a w4 que sei que tem um compromisso sério com o propósito de Deus, e sei tambem que várias vezes eles sofrem financeiramente por causa disso.

Que tipo de cristãos as editoras têm produzido através de suas publicações?

2. O segundo ponto fala da conseqüência de termos tantos cristãos evangélicos no Brasil. Na verdade a pergunta é: Qual é a diferença que isso tem feito nas estatísticas da nação? Isso tem feito alguma diferenca real?

No momento estou nos EUA. A nação com maior porcentagem de evangélicos do mundo.Tá. E daí? Que diferenca que isso faz aqui?

Não importa sermos a maior religião. O que importa é o resultado disso.

Tody, no blog Videoadoração. [via Pavablog ... De novo]

Deus, obrigado por Marcelo Camelo e por Renato Russo

Como negar a ação de Deus entre os homens? Ao ouvir clássicos da música como One do U2, ou Miss Sarajevo onde Luciano Pavarotti leva qualquer um as lágrimas com sua participação especial, fui tomado por um sentimento que me diz claramente que a mão de Deus está por trás desses momentos luminosos de pessoas extraordinárias que passaram por aqui.

A musicalidade de Renato Russo, a genialidade do guitarrista John Mayer, a forma assombrosa de atuar de Al Pacino e De Niro, tudo isso, segundo a bíblia vem de Deus! Não é assim que diz: “Toda boa dádiva, todo dom perfeito, vem do Pai das luzes...” Não é assim? O demônio não tem parte nisso, ele não tem condições de conceder ao homem nada de bom.

Quisera o mundo Gospel ter em abundância poetas como Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante do Los Hermanos, gente com personalidade, não meras cópias do que já vemos por aí. Falta autenticidade, para falar a verdade estamos vivendo uma crise de autenticidade. O que nos resta é contestar o que Deus deu a essa gente que arranca lágrimas de nossos olhos, que nos faz rir em momentos de tristeza, que nos faz pasmar diante de um solo de guitarra ou uma atuação perfeita.

O que tenho a dizer, nesse post raso, porém em tom de desabafo é o seguinte: "Obrigado Deus pelos nomes citados acima e muitos outros que eu esqueci!"

Minha oração é que deixemos a mesquinhez e a dor de cotovelo e comecemos a criar se é que ainda temos essa capacidade.

Termino com um trecho de Além do que se vê, do Los Hermanos: “Moça, olha só, o que eu te escrevi, é preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê”

OBS: você já ouviu em alguma das nossas letras GOSPEL algo mais transcendente que isso? Eu não... Deus, obrigado pelo privilégio de ter ouvido esses caras! Aos que acham que isso é do capeta, resta-me dizer: VIVA A GRAÇA COMUM!

Márcio de Souza [via Pavablog]

26 de abr de 2008

A culpa é de Nietshe

Mono-patologia

Os últimos ataques de vírus em computadores mostrou uma fragilidade que a revista Times denominou de "perigos da monocultura". Assim como a virulência dos novos vírus que atacam seres humanos se origina do desmatamento e da diminuição da bio-diversidade, a destrutividade dos vírus de computador também se origina na pouca diversidade de mídia. A grande maioria dos computadores deste planeta utiliza o mesmo software tornando os bancos de dados de nossa civilização extremamente vulneráveis.

Para os "grafiteiros virtuais" esta monocultura é extremamente atraente pois poucas formas de chamar atenção se aproximam da sensação de apertar um único botão e ver, em efeito dominó, sua criação deixar marcas planetárias.

Não há dúvidas de que a internet se transformou num modelo de interatividade e com isso um dos melhores modelos ecológicos que dispomos. E através dela estamos conhecendo os perigos da padronização em qualquer sistema de interação. O ecossistema se fragiliza quanto maior for a homogeneidade.

A monocultura em florestas ou na agricultura destrói lentamente a vitalidade do meio ambiente, o que parece ser verdade também para a mídia. Quanto mais uniforme a mídia, quanto mais os meios de informação bebem das mesmas fontes, mais superficial e menos crítica fica a nossa civilização.

Os programas de televisão são um excelente exemplo. Há poucos anos atrás a televisão pelo mundo a fora era diferente. Hoje, mais do que os "enlatados", é assustador ver que programas de auditório, talk-shows, noticiários ou mesmo novelas, apenas mudam de idiomas mas são absolutamente idênticos.

Que "redes", que "nets" são essas que acabam produzindo mono-experiências e se tornando aversas à diversidade? Que "net" a televisão produziu? Que "net" a informação eletrônica produziu? Que "net" o fast-food produziu? Será que a "net" realmente significa uma "rede" ou estará cada vez mais próxima de um único "nó", um grande "site" com variações de design?

Será que a demanda por "conteúdo" na internet não é uma descoberta de que de ".com" a ".org", de portal "x" a portal "y", tudo começa a ter a mesma cara? Como produto de monocultura, o plantio e a colheita são mais fáceis e rentáveis, mas o produto tem menos sabor e menos nutrientes. E há sempre a praga do "marketing", o agrotóxico que incha fenômenos vazios ao invés de fazer uso do antigo e natural fertilizante que é a criatividade.

Exemplo matriz de construção de uma rede encontramos na Criação, no primeiro capítulo de Gênesis. Lá a explosão de diversidade parece ir gradativamente, dia a dia, produzindo uma rede mais vital. Mas é talvez no relato da Arca de Noé que o "toque" venha de forma mais direta.

Ao pensar na reconstrução do mundo, ao lidar com a reativação de uma rede, não houve dúvida de que não era apenas a semente que deveria ser preservada, mas a diversidade. Tudo que é "mono" parece estar na contramão das redes e da vida. Tudo que é "mono" deprime, debilita e termina por aniquilar a vida.

Perguntariam os provocadores: Mesmo a "monogamia"? Sim. Quando a "monogamia" é vivida como um mesmo do mesmo, quando os casais se misturam e se confundem, quando a relação é invadida por atividades que não diferem em essência, então qualquer vírus de discórdia faz grandes estragos no hard-disk do coração.

E o "monoteísmo"? Com certeza também. Quando ao invés de um D'us único, o monoteísmo se transforma numa visão única deste D'us, então basta um vírus de intolerância, que em condições normais seria neutralizado, para fazer grandes estragos.

No fundo da questão da padronização talvez esteja a "mono-motivação". Mesmo as mentes mais criativas quando aplicadas unicamente à busca de dinheiro, se tornam iguais. E aqui fica um alerta e uma diferença muito grande entre a rede da vida e as redes que estamos tentando criar. A primeira parece ter uma finalidade, um fim que a constitui. A nossa cresce como um "meio", uma mídia. Sem a clareza de um fim, ela não se ramifica e se torna diversa, muito pelo contrário. Produz o mesmo e desertifica.

Nilton Bonder, rabino e escritor. [ via Pavablog ]

Disneylândia Universal dos Pobres

A religião sempre foi bem-sucedida em dar soluções às angústias do homem, porque consegue explicar o que é esperado de cada um. Explica o lugar da pessoa no mundo e o papel que ela tem a desempenhar. Freud dizia que a força da religião reside no fato de que ela responde às perguntas que ninguém mais pode responder. Em nome disso, muitos se sacrificam inclusive financeiramente, doando uma parte significativa de seu salário para garantir que um ser superior vai livrá-lo das ameaças trazidas por suas falhas. Isso é muito visível em um certo número de religiões novas, como as neopentecostais. Desse fenômeno, que vocês conhecem bem no Brasil, posso citar como exemplo a Igreja Universal do Reino de Deus. Fui assistir a um culto deles e fiquei muito impressionado. Estive numa catedral, acho que em Recife, produzida exatamente como a Disneylândia de Orlando, com jogos de luzes bem feitos e pastores que fazem o estilo rapazes bonitos e simpáticos. O prazer que o público tinha em cantar e dançar junto, em subir no altar para dar dinheiro, era incrível. E eram pessoas pobres, claro. Leia +

trecho da entrevista de Charles Melman à Veja. O psicanalista francês foi um dos colaboradores mais próximos de Jacques Lacan (1901-1981), o principal herdeiro de Sigmund Freud na França. Melman está no Rio de Janeiro p/ o lançamento de seu novo livro A Prática Psicanalítica Hoje.


via Pavablog.

Carnê Gospel

Chupinhado: Malvados

E tem mais sobre dízimo aqui:
via Lion of Zion.

25 de abr de 2008

Decidindo atravessar a linha...

Coragem? Desespero? Futilidade? Fraqueza? Glória? Insignificância? Porque fazer uma coisa dessas?


Gostaria muto de agradecer a manifestações de carinho e efeto de todos. Que bom saber que o meu garoto era tão querido por todos. Nesse momento de muita dor, uma dor que delacera o meu coração, ferida que não estanca é que me apego aos amigos conhecidos e também aos desconhecidos.

O meu filho foi muito amado, ele era o meu Tutitões da Bahia e nunca vou esquece-lo. Aqui fica uma mãe com o coração partido cheio de dor e amargura. O meu espírito foi com ele a minha alma também, hoje só me restou a materia. Mas o que fazer? continuar? será que vale a pena? perguntas que são vão ser respondidas ao longo do tempo. A minha família está em frangalhos, procurando perguntas sem respostas.

DEUS, meu filho, vai lhe dar a luz que voçê precisa e Nossa Senhora lhe colocará no colo para te ninar e lhe projejerá para que voçê não sofra. Que Santa Barbara esteja do seu lado sempre assim como está do meu lado. Quero que você saiba que a sua mãe te ama do fundo do coração e que voçê está perdoado em nome de Deus.

msg que a mãe do garoto Lucas (Keka) enviou p/ os amigos após a morte do filho. Após uma discussão por causa de notas baixas, o garoto de 14 anos se atirou nesta terça-feira do 8.° andar do prédio onde moravam em Salvador. Ele deixou um bilhete: "Me desculpe. Te amo mamãe”.

Leia + [via Pavablog]

PS. Fui conferir o perfil do garoto e um recado póstumo deixado me fez refletir bastante, o amigo dizia que ele já teve a idade do garoto e é necessário muita sabedoria. E que ele fez a coisa certa e a coisa errada...

O padre realmente está "Lost"

Buscas ao padre desaparecido no mar continuam
O delegado da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul (SC), comandante Lopes Viana, afirmou nesta sexta-feira que ainda não há uma previsão para o término das buscas ao padre Aderli de Carli, que desapareceu no domingo quando voava pendurado a mil balões de gás. Segundo Viana, enquanto permanecerem as buscas, a Marinha manterá a esperança de encontrar o padre com vida.

"Não há nenhuma posição oficial em relação ao término das buscas. Enquanto permanecerem as buscas, há esperança", afirmou.

Viana explicou que a Aeronáutica não participa mais das operações porque a procura agora está mais concentrada nas regiões próximas ao litoral.

"Inicialmente as buscas estavam sendo realizadas em pontos mais afastados da costa, onde o emprego da Aeronáutica era essencial. Agora, elas se concentram em regiões mais próximas ao litoral, que podem ser cobertas por um helicóptero".

Além do helicóptero, a Marinha ainda mantém dois navios cobrindo o litoral. De acordo com Viana, aproximadamente 90 pessoas estão permanentemente no mar procurando vestígios do padre.

O comandante disse ainda que embora em gravações o padre tivesse dito que não sabia usar o GPS, até momentos antes do seu desaparecimento o equipamento estava funcionando.

"Pelas gravações, ele realmente não sabia utilizar, mas quando foi acionado aqui em São Francisco, ele estava informando posições de latitude e longitude, ou seja, o padre estava efetivamente empregando o GPS".

Da Agência O Globo [via Pernambuco]

P.S. Depois do ibope que o padre proporcionou, seguido de críticas, zombaria e muito escárnio na internet, quanto ao seu grande feito "inconsequente" e "inútil" (cada um é dono do próprio nariz), parece que o padre está realmente "Lost". Deus tenha misericórdia, e o padre seja encontrado são e salvo, para aprender alguma coisa com a brincadeira.

24 de abr de 2008

Transformar o mundo é responsabilidade nossa

Certa vez perguntaram a Bertrand Russell, que era um ateu convicto, o que ele faria se, depois da morte, acabasse encontrando Deus. Consta que Russell teria respondido, “Vou perguntar a ele: Senhor Deus, por que deste tão pouca evidência de sua existência?”. Decerto o mundo apavorante em que vivemos não parece – ao menos na superfície – um lugar em que uma benevolência toda-poderosa esteja no comando. É difícil entender como um ordem mundial compassiva pode incluir tantas pessoas afligidas pela miséria aguda, fome persistente e vidas desesperadas e deprived, e por que milhões de crianças inocentes têm de morrer todos os anos por falta de comida, cuidados médicos ou assistência social.

O tema, claro, não é novo, e foi objeto de uma série de discussões entre teólogos. O argumento de que Deus tem suas razões para querer que nós lidemos com esses problemas por nossa conta tem tido considerável sustentação intelectual. Enquanto uma pessoa não-religiosa, eu não tenho condições de avaliar os méritos teológicos deste argumento. Mas eu posso apreciar a força da alegação de que as pessoas devem ter responsabilidade pelo desenvolvimento e transformações do mundo em que vivem.

Ninguém precisa ser devoto ou não-devoto para aceitar esta conexão básica. Enquanto pessoas que – em sentido amplo – vivem juntas, não temos como escapar da idéia de que as terríveis ocorrências que vemos à nossa volta são, essencialmente, problemas nossos. Elas são nossa responsabilidade – quer sejam ou não de mais alguém também.

trecho de Development as Freedom (Desenvolvimento como Liberdade], de Amartya Sen. Ele recebeu o Nobel de 1998 em Ciência Econômica.

fonte: Blog da Soninha [via Pavablog]

Descontração, galera

O filho do Bruce Lee


Soluços e risos


Como fazer alguém se borrar de rir


Pra morrer de rir

23 de abr de 2008

Tava precisando relaxar...

• Piadinha's:

1)Como o Batman faz para que abram a bat-caverna ?
Ele bat-palma.
2)A Ana Maria Brega chamou a Hebe de perua. Qual o nome do filme? Olha quem está falando.
3)Aos 50 anos de casado
o marido de uma mulher morreu
naum demorando muito a mulher tbm morreu
a mulher chega ao céu e fala assim para o marido
_que bom te ver de novo
o marido responde:
naum vem que naum tem o trato foi até que a morte nos separe!
4)Uma moça usava um grampo que começou a enferrujar. Ela então pediu a uma costureira que o forrasse. Qual o nome do filme? Forre este grampo.
5)LÓGICA MASCULINA

Na sessão de um divórcio litigiosos, o casal briga pela guarda do
único filho.
A Mãe, muito emocionada, tenta defender-se: - Excelentíssimo Juiz!
Esta criança foi gerada dentro de mim. Ela saiu do meu ventre, portanto eu mereço ficar com ela!
O juiz passa a palavra ao marido, que resolve recorre à lógica:
- Senhor Juiz, responda-me a uma pergunta:
Quando eu coloco uma moeda numa máquina de refrigerantes,
a latinha que sai é minha ou da máquina?

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LÓGICA FEMININA

Mulher deitada, lendo um livro, no barco de pesca do marido.
Aproxima-se um barco da fiscalização de pesca,
e o fiscal pergunta o que ela está fazendo ali.
- Lendo um livro - responde ela.
O fiscal a informa que ela está numa área proibida para pesca.
A mulher protesta e diz que não está pescando.
- Mas a senhora possui todo o equipamento. Eu terei que rendê-la e multá-la.
A mulher, muito brava, revida:
- Se o senhor fizer isso, irei processá-lo por estupro.
Chocado com a afirmação da senhora, ele responde:
- Mas eu nem sequer a toquei.
E a mulher:
- Mas o senhor possui todo o equipamento.
6)O Cebolinha chega no cinema com três sorvetes. Qual o nome do filme? Lambo Tlês.
7)Um médico muito louco inventou um remédio que curava a dor antes mesmo dela aparecer. Qual o nome do filme? O Extermina Dor do Futuro.
8)Numa festa de aniversário um menino insistiu até que o pai pegasse uma bexiga para ele estourar. Qual o nome do filme? Tó e estore.
9)Um rapaz gay trabalhava na feira. Num belo dia, ele estava com fome e resolveu roubar um bagre da banca do peixeiro ao lado. Qual o nome do filme? O ladrão de bagre dá.
10)Havia um cara todo machucado e veio uma samambaia gigante e curou-o. Qual o nome do filme? Plantão Médico.


hahahahahahahahahahaha.........

22 de abr de 2008

Google entrega dados "lacrados" do Orkut

O Google informou nesta terça-feira (22) que os dados sobre os 3.261 álbuns privados do Orkut que tiveram o sigilo quebrado pela CPI da Pedofilia estão prontos para serem entregues às autoridades brasileiras. As informações devem ser protocoladas no Senado nesta quarta-feira (23).

A empresa promete entregar DVDs com dados de acesso de usuários do Orkut e imagens dos álbuns da rede de relacionamentos aos integrantes da CPI. As informações serão repassadas ao MPF (Ministério Público Federal) e à PF (Polícia Federal), para realização de investigações sobre a ocorrência de crimes no site.

No dia 9 de abril, a CPI aprovou requerimento que pedia a quebra do sigilo de informações sobre os registros de acessos desses álbuns, que foram denunciados à ONG Safernet. Essas fotos são protegidas por um sistema de privacidade do Orkut: os usuários podem "trancar" seu álbum e a página de recados, deixando o acesso restrito a amigos adicionados no perfil.

Segundo denúncias à Safernet, o sistema é usado por criminosos para compartilhar fotos de pornografia infantil sem serem vistos por outros usuários e pelas autoridades.

Anteriormente, havia sido divulgado que a entrega das informações seria feita em uma reunião em São Paulo, também marcada para amanhã. Mas, segundo o Google, como a quebra de sigilo foi decretada pela CPI da Pedofilia no Senado, os dados serão repassados aos senadores.

Entretanto, o encontro em São Paulo está mantido e deve ter participação de representantes do MPF e da CPI. O Google afirma que esse tipo de reunião com autoridades sobre o Orkut é "de rotina" e já acontece há algum tempo.

Burocracia

O procurador da República no Estado de São Paulo Sergio Suiama, afirma que, após a obtenção desses dados do Google, começará uma "via-crucis" para que os provedores de internet também liberem informações.

"Depois nós encontramos muita dificuldade com os provedores, que fornecem o acesso. Iniciamos uma via-crucis para obter informações sobre esses usuários, para descobrir onde estão instalados esses computadores e chegar aos criminosos", disse ele à Folha Online, no início do mês.

O Google informa que não há como o usuário do Orkut saber se o seu perfil teve o sigilo quebrado. Apenas órgãos como MPF e PF terão acesso a esses dados. Especialistas, entretanto, indicam que essa liberação de dados não infringe a privacidade dos internautas.

Desde 2006, o Orkut é o campeão de ações do Ministério Público Federal de São Paulo no que se refere à pornografia infantil. Em 2007, dos 355 novos procedimentos judiciais encabeçados pela instituição nessa área, 287 eram referentes ao portal.

Corolário

"Esquimó: – Se eu não soubesse nada sobre Deus e pecado, eu iria para o inferno?
Missionário: – Não, não se você não soubesse.
Esquimó: – Então por que você me disse?"

Annie Dillard



Via OMEDI [via Infinita Highway]

Versão Alternativa de Harry Potter tem sexo

Depois de ter sido lançado há dois dias, o último livro de Harry Potter pode ser encontrado nas ruas chinesas, numa versão alternativa que inclui sexo e violência. Segundo a revista Beijing Review, o livro narra a história de um triângulo amoroso entre as personagens adolescentes Harry, Ron e Hermione, além de relatar uma violenta batalha entre o bem e o mal. Sun Shunlin, chefe de promoção da editora Literatura Popular, que distribui os livros de Harry Potter na China, já disse que se trata de "um livro falsificado com uma história inventada envolvendo sexo e violência". Esta obra "alterada" tem na capa o nome da autora de Harry Potter (J. K. Rowling) e o mesmo grafismo mas custa menos de um euro, enquanto que o original tem um preço 26 vezes superior. Shunlin já disse também que o livro "não pode ser sequer classificado como uma versão pirateada". Geralmente, a contrafacção de livros costuma ser feita à base de fotocópias de má qualidade mas Pan Kaixiong, também da Literatura Popular, referiu que as novas tecnologias de impressão permitem aos falsificadores melhorar a qualidade do texto e das imagens.|

Reportagem por
Diário de Notícias [via Sexo Cristão]


PS. Se o bruxinho já não caía nas graças da "crentaiada", agora é que não adianta mais... [rs]

21 de abr de 2008

Mundos, mundanos...


“É melhor morrer de vodca do que de tédio” (Vladimir Maiakovski).

Se vivesse atualmente no Brasil, o poeta russo certamente seria contratado pelo governo (quem sabe por algumas igrejas) para promover campanhas para reduzir o consumo de álcool. Seria uma espécie de Zeca Pagodinho às avessas. Teríamos a “Maia-feira” institucionalizada...

Como também acontece com a ética e com a decência, tédio é um item muuuuito raro na prateleira verde-amarela. A cada dia os escândalos se sucedem e só mesmo a Internet para veicular informações na velocidade com que acontecem as besteiras.

No meio evangélico, o cenário não é muito diferente. Antes de conhecer Jesus, o Rodolfo cantava na banda Raimundos sobre uma tal mulher de fases. Se realmente o que anda rolando por aí tem respaldo bíblico, temos agora um “Deus de fases”.

Não muito tempo atrás, o Criador cismou de dourar os dentes de alguns crentes e incrédulos. Aí ele deixou de lado esse tipo de milagre e revelou que untar objetos é um bom antídoto contra problemas variados. Não satisfeitos em ungir pessoas como recomenda a Bíblia em certas situações, alguns irmãos mais afoitos saíram ungindo objetos, bairros e até cidades. Haja óleo.... e paciência.

De tanto cantar sobre o “mover” e o “fluir”, teve gente que acabou optando pelo “derramar”. E saíram vertendo xixi literalmente nos quatro cantos da cidade, demarcando território e ultrapassando as fronteiras do bom senso.
Os heróis do Cazuza morreram de overdose. Já alguns expoentes do cenário evangélico escolheram a inusitada tática do suicídio público de suas reputações. Perdida em intermináveis discussões e bate-bocas especialmente no meio virtual, a galera não sabe ao certo que direção seguir. “Me diz Deus, o que é que eu faço agora?”, cantavam os Raimundos.

Só o fato de questionar qualquer prática já atrai a fúria dos fãs e aficionados em geral. Trata-se de uma demonstração incontestável dos sentimentos que ocupam o coração daqueles confundem ataque e defesa e sempre acabam marcando gols contra. O Reino, no caso.

Extravagâncias a parte, o fato é que o rebanho cresceu mas continua imaturo. Basta observar a fartura de leite que é servido em muitos lugares. Na escalada do crescimento, ainda estamos engatinhando. Ana Paula Valadão que o diga.


20 de abr de 2008

Ele era homem de dores


Ele era magro, não era grande coisa. Havia, porém, uma coisa sobre ele: nunca abandonou alguém com problemas. Quando as mulheres vinham chorando, ele permanecia ao seu lado. Quando idosos estavam sozinhos, ele se sentava calmamente com eles. Não era nada miraculoso, mas os olhos fundos trasbordavam de um amor ainda mais profundo do que um milagre. Considerando aqueles que o traíram e abandonaram, nem uma palavra de ressentimento saiu de seus lábios. Não importava o que acontecesse, ele era o homem de dores, e não orava por nada além de sua salvação.

É isso o que se pode dizer sobre Jesus. Ele chama a atenção pela pureza e pela simplicidade, tal qual um ideograma chinês pintado sobre uma folha de papel branco.

Shusaku Endo, em ‘Uma vida de Jesus’, edições Asa.[via Amando o próximo]

19 de abr de 2008

Ah, que parece... parece mesmo, viu... [rs]

Há mais ou menos seis anos, me lembro do "bafafá" que deu... Aí, graças ao Youtube, topei com o negócio aí de novo... kkk! Mas, ouvindo bem, não pude evitar. Se parece demais com um culto pentecostal cheio do "fogo"... Ou não parece? kkkkkk

18 de abr de 2008

O Sistema Romano "Igrejístico"


O pensamento grego deve-se dizer que entrou no cristianismo como sistematizador das verdades reveladas, e como justificador dos pressupostos metafísicos do cristianismo. Não, porém, como elemento constitutivo, essencial e característico, porquanto este é hebraico e cristão.

E quanto ao direito romano, deve-se dizer que entrou no cristianismo como sistematizador do novo organismo social, a Igreja
, e não como constitutivo de seus elementos essenciais e característicos, que são próprios e originais do cristianismo.

O direito romano não é uma filosofia do direito, mas uma sistematização jurídica; não é uma construção teórica, mas a codificação de uma longa e vasta prática.

O espírito humano procura a solução integral do problema da vida na religião ou nas religiões. O problema da vida é agudamente sentido, pelo fato de ser profundamente sentido o problema do mal.
"O direito romano é a premissa para sistematização da igreja como
órgão-social-institucional por um olhar jurídico de direitos e legalismos."
Portanto se pensarmos bem a neura caótica das igrejas protestantes de se sistematizarem por justificação de meios "legais divinos" de cobertura espiritual e hierarquia ovacionada faz ligação direta com o sistema de direito romano. Isso mostra que a igreja nada mais é do que um sistema criado pelo próprio homem e desnecessário na forma justificada por legalismos.
"A instituição igreja não é prerrogativa para obter-se justificação sobre
qualquer ato referente à salvação. Não são templos de pedra que justificam os atos fomentados por nossas fraquezas."
Contudo a igreja como instituição deveria buscar muito mais um valor social no agrupamento de pessoas. Sendo uma força social, um agente de transformação visando desmantelar as desigualdades do mundo que ela mesma quer alcançar e não criando legalismos que só são barreiras que afastam algumas pessoas e isolando outras.

Fonte: Lion of Zion

Melô do Congresso

17 de abr de 2008

A limitação do coletivismo

A mediocridade de qualquer realidade humana reflete as tendências fundamentais da religião, e nesse trajeto de abstinência da responsabilidade subjetiva Jesus Cristo é esquecido como aquele que tem real importância pela sua mensagem, mas reafirmado por meio de estereótipos de poder e maravilhas. O coletivismo ideológico institucional abandonou a visão individualista dos evangelhos e a vinculação de qualquer ato ao pessoalismo humano para que coletivamente Jesus fosse visto como referência de artifícios sobrenaturais, mas de ênfase materialista: o ser divino que nos proporciona o vislumbre de poderes potencialmente alcançáveis pela credulidade humana supersticiosa.

Com isso todos os fatores que envolvem a cristandade convergem para a mística e esperança de solução dos problemas vindouros, assim como da justificação da fé pela sobrenatural. Jesus Cristo se transforma dessa forma em apenas uma balança de múltiplas utilidades, o mediador entre o homem e Deus - quando há necessidades pendentes -, o indivíduo divino que nos liga à nossa própria cobiça e que somente é realmente lembrado nos momentos de aflição.

Essa manipulação da imagem de Jesus Cristo destrói a beleza existente na relação humana individualista que os evangelhos demonstram. A relação íntima de Jesus com os imperdoáveis pecadores de sua época traça o parâmetro e alvo da fé cristã; seus milagres ensinam mais que o próprio curandeirismo; suas parábolas visualizam mais que quebra-cabeças da teologia moderna e evidências apocalípticas dos últimos tempos. O coletivismo e os ensaios grupais de poder, triunfo e demonstrações de vitória acabam por dilacerar as quase inexistentes tentativas de se retirar da mente do religioso a doentia ideologia impregnada nos indivíduos.

A visão coletiva de cristianismo, ao mesmo tempo em que regulou e expandiu a esfera de influência institucional, limitou o entendimento unilateral da mensagem de Cristo. Busca-se constantemente a justificativa para diversas indagações, algumas delas reunidas e devidamente catalogadas como impertinentes ao âmbito institucional, ao mesmo tempo em que são proliferados conceitos apenas respaldados coletivamente - categoricamente apenas cumpridos no âmbito coletivo. Dessa forma tudo o que envolve o cristianismo se restringiu a meras observações qualificadas, consequentemente aceitas pelo agrupamento cristão submetido às instituições cristãs.

O individualismo cristão remete à formação pessoalista das questões existencialistas, abandonando consequentemente a dependência endêmica de interpretações já consagradas do evangelho. O fardo de uma escolha unilateral no cristianismo é evidente: a exclusão do coletivo, resultando nas mais diversas adjetivações ao sujeito inerte a essa visão utilitária de Jesus Cristo predominante nas instituições cristãs.

Fonte: A ignorância é uma escolha.

16 de abr de 2008

A imagem do culto

Quando me converti me ensinaram a importância de ser sincero e de se evitar a aparência do mal. Então, conforme meu entendimento na época, cortei o cabelo que sempre tinha sido longo, mudei o estilo das roupas, vendi a motocicleta e comprei um carro, evitei achar coisas engraçadas muito engraçadas e, sobretudo, me abstive de qualquer conversa com mulheres que não acontecessem em lugares públicos, oficiais ou religiosos!

Comecei a pregar com muita graça. Então me informaram que meu único problema era ser tão jovem, apenas 19 anos. Tomei providencias: parei de lutar juijitsu, fiquei cada vez mais sisudo, passei a me comportar como um velho sem ambições, aceitava vestir tudo o que me dessem, mesmo que fosse contra todos os meus gostos e sentidos, e, também me dediquei ao jejum e à oração como um ermitão do deserto!

A televisão me tornou instantaneamente conhecido. Agora eu não podia mais ir a um banco ou qualquer outro lugar: todos queriam me passar adiante de todos nas filas e me conceder honrarias especiais.

Eu só tinha 20 anos. Não gostei. O que pensariam de mim? Será que me veriam como uma “capitalizador de oportunidades”? Decidi não aceitar nunca tais favores. O problema é que isso parecia indelicado.

Acabei não indo mais a lugares públicos a não ser para pregar!

O bom testemunho tinha de ser sempre mantido. Então engoli todas as minhas irritações, impaciências e cansaços—mesmo que fossem absolutamente justificados. Eu não tinha direitos!

Minha mente funcionava muito rápido. Tudo era fácil de entender. As pessoas pareciam ficar meio intimidadas na minha presença. Eu tinha apenas 23 anos. Por isto comecei a fazer de conta que não compreendia tudo que compreendia e não opinava jamais sobre nada que não fosse bíblico. Tinha que haver humildade. Os outros não poderiam me entender mal.

Fiquei conhecido em quase todos os lugares. Muitos se identificavam comigo. Gostavam que houvesse alguém como eu no time deles. Então, começaram a me dizer isto. Declaravam com tal veemência que eu passei a crer que era minha responsabilidade assumir aquele lugar!

Cheguei aos 27 anos como unanimidade nacional cristã. Os antagônicos me apreciavam apesar de odiarem-se entre si. Diziam que eu tinha que unir os não-uníveis. Lentamente minhas cruzadas e congressos passaram também a ter esse papel. Fazia de tudo para não criar crises. Deixei, entre outras coisas, o pastorado local a fim de que ninguém me visse como uma ameaça eclesiástica ou denominacional.

Os evangélicos não tinham voz. Espertalhões se vendiam como representantes de todo o grupo. Outros faziam maluquices e, quando pressionados pela opinião pública, diziam-se perseguidos por serem evangélicos. A comunidade se revoltava. Queriam uma representação. Acabei eleito por aclamação presidente da Associação Evangélica Brasileira. Eu era o único nome que conciliava na média os interesses de quase todos!

Agora eu já não podia mais falar em meu próprio nome. Representava milhões de pessoas. Havia a média evangélica ponderada a ser preservada!

Já fazia algum tempo que eu não era apenas uma figura religiosa. A mídia secular me descobrira e me acionara enormemente. Demandas começaram a surgir de todos os níveis. O papel de Ser Imagem era penoso. Doía a alma. Fazia-me ter saudades do tempo que eu era apenas eu!

Quanto mais carregado se está, mais cargas são postas sobre você!

Dessa forma associar-se à mim dava prestígio. Até companhias multinacionais desejavam capitalizar no vínculo de sua imagem à minha. A Fábrica de Esperança foi também fruto do recurso que esse capital de imagem produziu.

Tudo havia começado na intenção de evitar a aparência do mal. Agora eu tinha que viver a fim de expressar a aparência do bem!

Bem e mal! Aparências. Tudo mal. Aparência não gera nada além de aparência. É o que parece. Nem sempre é o que é!

Crises. Por que eu tinha que tentar dar cara a uma comunidade cuja cara pública lhe fazia jus?

Comecei a me sentir cometendo um estelionato. Estava falsificando para o “bem” uma imagem comunitária que não correspondia aos fatos!

Eu nunca fui insincero. Amava a Jesus e ao Evangelho. Nunca brinquei de nada. E nunca assumi nada do que assumi sem sincera vontade se servir. Mas não basta ter sincera vontade de servir. Só serve se servir como verdade libertadora e afirmadara do ser para você, na presença de Deus!

Aos 44 anos eu explodi!

Não queria mais viver nem para aquilo e nem daquele jeito. Era como perder a própria alma!

Infelicidades latentes se tornavam patentes!

Para mim, toda-via, não há-via!

Não havia nenhuma via!

Um salto no escuro!

Na mesma medida em que a imagem foi cultuada ela agora era execrada!

E tudo começou tão suavemente, tão santa e puramente, tão cheio de idéias!

Hoje, anos, décadas mais tarde, olho para trás sem medo. Vejo e não fujo do que enxergo. E, para mim, entre tantas doenças que percebo, essa é uma das mais graves no sentir dos cristãos: o culto a imagem!

A confissão de fé da “Igreja” é Conduta, Aparência e Performance. Jesus, no entanto, nos chamou para Caminho, Verdade e Vida!

Digo isto com muita reverência. Afinal, não fui, ainda sou!

A visibilização da fé dos cristão não se segura no que é, mas no que parece ser!

“Vós tendes que se parecer com o sal da terra”—é o modo existencial como compreendemos o Evangelho!

E enquanto tentamos parecer sem ser não nos tornamos abertos para admitir quem somos a fim de que sejamos curados!

Hoje, mais do que nunca e com toda a consciência, desejo de coração que ninguém pense de mim nada além do que em mim vê e de mim ouve!

Posso ser apenas humano. Um humano que conheceu a si mesmo na Graça de Jesus. Um humano que não precisa ser nada além de um ser inacabado, mas que não desiste de prosseguir para conquistar aquilo para o que foi conquistado por Cristo Jesus!

No homem cabe um pastor. Mas no pastor não cabe um homem inteiro. No Filho do Homem cabe o Salvador. Mas no Salvador não cabe o Filho do Homem!

O Salvador não foi mais que o Homem onde apareceu Seu lado divino de ser e Seu lado humano de aparecer!

O Verbo se fez carne!

A imagem tem que corresponder ao que é! do contrário, fica apenas a imagem oca e sem vida. Sem amor nada disso aproveitará!

Caio

É O FIM DA PICADA

Pastor oferece poção anti-dengue para fiéis tomarem durante cultos

RIO - "Proteção divina contra a dengue". A promessa, contida num copinho de plástico, era oferecida durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus na Catedral Mundial da Fé, em Del Castilho. Das mãos do pastor Adalberto, os fiéis recebiam uma dose de óleo misturado a azeite. Como noticiou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, a instituição neopentecostal vem realizando atos contra a doença nas manhãs dominicais. O panfleto que convida os fiéis para o culto diz que eles receberão "um cálice com óleo santo, para que todos sejam livres desta epidemia". No último domingo, repórteres do GLOBO testemunharam que o pastor recomendou que o azeite fosse tomado.
No fim, o pastor distribuiu ainda uma capa protetora para caixas d'água de 500 litros e disse que haveria outros cultos às 15h e às 18h. Ao ser informado sobre a distribuição do "óleo santo" pela seita, o Ministério da Saúde afirmou em nota que recomenda que as pessoaos não se auto-mediquem e procurem atendimento médico. O órgão alertou ainda que a dengue é uma doença grave e pode matar. Por fim, reiterou que não existe vacina nem qualquer medicamento específico para a doença.
Enquanto isso, pesquisadores indianos comprovaram que o extrato da planta Solanum villosum tem ação repelente e é eficaz no combate às larvas do Aedes aegypti, como também noticiou Ancelmo Gois. Para o entomologista Anthony Érico Guimarães, da Fiocruz, trata-se apenas de mais uma arma de combate à epidemia, que não deve ser vista como "a salvação da pátria".
Cerca de 200 técnicos da Fiocruz e voluntários se uniram nesta segunda-feira a moradores de 15 favelas da região de Manguinhos para combater focos de Aedes e coletaram amostras de larvas em 121 focos. Várias estavam em caixas d'água destampadas ou mal vedadas. As larvas serão examinadas pelo Laboratório de Controle de Pragas e Vetores da Diretoria de Administração do Campus, em conjunto com pesquisadores. O mutirão foi uma iniciativa de líderes comunitários, que procuraram o instituto para obter apoio técnico.

Fonte: O Globo online[via Notícias Cristãs]

15 de abr de 2008

NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA RECEBER AVIVAMENTO

De uns dois ou três anos para cá tem se alastrado no Brasil um movimento que diz clamar por um real avivamento. Muitos pastores, grupos musicais, missionários andam dizendo: “ é tempo de avivamento”, ou “o Brasil será do Senhor” (...) e tantas outras frases que têm rotulado esse tal movimento. Mas a grande realidade, e não se assustem com tal afirmação, é que a igreja cristã brasileira não se encontra em reais condições de receber um avivamento da parte de Deus.

O movimento pentecostal, uma das maiores vertentes evangélicas no país, tem incorporado essa idéia e com isso tem sido um dos maiores divulgadores desse pensamento, uma vez que acreditam ter maiores e melhores experiências com Deus, de terem mais intimidades com Senhor. No entanto, a busca por esse avivamento fere muitos princípios bíblicos e, tanto esse movimento como as igrejas pentecostais, sustentam o seguinte pensamento acerca do assunto:

· Proclamam um avivamento cuja a principal finalidade é receber poder: os crentes devem buscar isso para serem abençoados e vencerem os inimigos. Usa-se o seguinte slogam nessa idéia: “seja intimo de Deus e Ele realizará grandes coisas em sua vida”.
· Proclamam por um avivamento para que a igreja volte a caminhar na direção correta (segundo o pensamento deles): a prioridade é apenas evitar escândalos para a igreja não ser ridicularizada.
· Proclamam por um avivamento para mostrar a essa geração que Jesus funciona

As três idéias presentes nessa busca não está nem um pouco alicerçada no que a bíblia ensina sobre avivamento. Para começar qualquer manifestação de Deus hoje no meio do seu povo, a igreja precisa voltar a pregar um dos maiores princípios de Jesus:

24. Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
25. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
26. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
27. Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.
(Mt 16 v 24-27).

Não se pode falar sobre avivamento sem que se passe primeiro por esse ensinamento do Mestre. Os grandes divulgadores desse movimento não estão preocupados em se arrependerem de suas obras, e, se a lógica da Igreja de Éfeso estiver correta, nós precisamos, antes de pedir qualquer coisa a Deus, voltar ao primeiro amor.
Não podemos aceitar um avivamento que nunca, em nenhuma hipótese, enfatizou uma mudança de pensamento e de praticas realizadas pelos crentes. Hoje a igreja só está preocupada em divulgar sobre um Deus que faz, aumentando, assim, cada vez mais, o espírito de competição que se apodera do mundo e que tem tornado os homens a cada dia em seres mais arrogantes e egocêntricos. Para que ocorra avivamento a igreja precisa rejeitar o reino ambicioso e voltar a se apegar no reino do amor, pois não podemos continuar reproduzindo o sistema (o que na minha opinião esse é o tipo de mundanismo que a bíblia trata). Como podemos ser avivados se as mensagens tem nos afastado do principio cristão de “negar a si mesmo”, e nos conduzido aos verdadeiros moldes do mundo, preferindo mais as coisas terrenas do que as verdades celestes? Por isso afirmo: estamos longe de um avivamento.
Como aderir a esse movimento se eles apenas buscam colocar a igreja nos trilhos para não ser tão ridicularizada? Tudo o que temos visto sobre escândalos no meio dos evangélicos nada mais é que o resultado de uma doença que a própria igreja contraiu, simplesmente por não estar mais incorporada na causa de Cristo. Os crentes já não crêem que o reino de Deus em si é algo promissor, estão interessados nos benefícios que ele proporciona. Um pregador certa vez disse: “a grandeza de uma causa não está nos benefícios pessoais relativos a ela, mas sim no preço que se está disposto a pagar por ela”, dessa forma, o reino de Deus é promissor não por aquilo que ele oferece, mas pela capacidade de harmonizar as pessoas em torno do bem comum e da justiça. Então, para sermos avivados precisamos voltar a crer que no reino de Deus novas expectativas são alcançadas por aquilo que representa, e não por aquilo que proporciona. Por isso, um movimento que apóia os benefícios individuais, conduzindo o coração das pessoas para longe do verdadeiro propósito do reino, não deve ser levado a sério.
Como dar razão a um movimento que clama por avivamento para tentar comprovar que Jesus funciona? Será que estes anunciadores se esqueceram que quem tenta comprovar a funcionalidade de seu deus são os profetas de Baal? O desejo de Jesus nunca foi , em momento algum, que o seu nome fosse reconhecido pelo que ele faz, pelo contrario, ele fazia questão do seu nome ser conhecido da seguinte maneira: “nisto conheceram que sois os meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. João também vai nos mostrar maneira pela qual devemos declarar a existência de Deus: através do amor, por que Deus é amor. Por isso, em sua epistola ele conta que “se amamos o próximo, conhecemos a Deus e, assim, verdadeiramente o amor de Deus está em nós”. Dessa forma, entende-se melhor o que Tiago diz:

14. Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
15. E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
16. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
17.Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.


Com essa declaração surge então a seguinte pergunta: qual a finalidade de um avivamento? Assim como Deus é amor, o avivamento deve ser concebido sob esta ótica, conclui-se, então, que a finalidade do avivamento é transformação da realidade do homem., e não para receber poder. Capacitação de poder é para o anuncio do Evangelho e avivamento é para a transformação da realidade em comunhão com todos.
Quando as igrejas se conscientizarem disso e mudarem, e este movimento anunciar este principio de Jesus, aí sim receberemos avivamento.
Enquanto isso não acontece, vamos tentar nos equilibrar na fé seguindo o conselho de Paulo: Quem esta de pé olhe para que não cai; e orar a Deus clamando: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.

Deus tenha piedade

Fonte: Celebrai [via Princess Blog]

14 de abr de 2008

Cara, sou fã...

Nasce um logotipo




Fonte: Pavablog.

Pastor abriga prostitutas em sua igreja

Pastor Remy recebe prostitutas em sua igreja - Foto: MarCELO fRANCO / EXTRA

Ele se chama Remy Damasceno, tem 38 anos, é pastor, casado e líder da Missão Batista em Copacabana. Ela se chama Ana Maria*, é prostituta, tem 22 anos, um filho de oito meses e um ex-marido de quem nunca mais quer ouvir falar. Remy e Ana Maria trabalham a menos de dois metros de distância. Ela, "na pista", na Avenida Prado Júnior, shortinho mínimo e piercing no umbigo. Ele prega dentro de uma igrejinha no número 150 da mesma rua, um dos mais conhecidos pontos de prostituição do Rio.
A congregação liderada por Remy funciona em uma lojinha no andar térreo de um prédio. Vizinha de vários inferninhos, é vinculada à Igreja Batista do Leme, comunidade com trabalho voltado para a população carente.
No fim do mês, a missão começará uma ação social direcionada à defesa dos direitos das prostitutas. O primeiro passo será a realização de palestras sobre saúde.

Trabalho social

- A igreja precisa mostrar que Deus se interessa por todos. O objetivo é fazer com que tenham uma vida melhor, se cuidem, sejam mais conscientes - diz o pastor Remy.
O religioso afirma que o objetivo da missão não é necessariamente converter:
- Se conseguirmos contribuir com algo para a vida delas, já valeu à pena. Se mostrarmos novas perspectivas, mais ainda. E, se perceberem que Jesus vale à pena, nosso trabalho foi ainda além. O mais importante é fazer com que a igreja se torne significativa para elas.
O pastor terá longo trabalho. Ativistas pelos direitos de prostitutas enxergam nas missões religiosas uma repressão à prática da prostituição.

Choque de realidade

- Todas as igrejas nos vêem como coitadinhas. Nosso trabalho não é pecado. Pecado é não transar - diz a garota de programa Valquíria Costa, de 33 anos, ativista da Ong Davida, que luta pelos direitos das prostitutas.
Para Valquíria, a missão do pastor será árdua.
- A intenção pode ser boa, mas elas não param para ouvir. Acham que vão perder tempo e dinheiro.

O pastor sem preconceitos

Psicólogo de formação, Remy instalou sua Missão na Avenida Prado Júnior em 2006. Um ano antes, saiu do Espírito Santo, onde era pastor, para trabalhar em um projeto da Prefeitura do Rio de combate à exploração de menores.
Sua mulher, a geógrafa Silvéria Andrade, de 42 anos, deixou um emprego como coordenadora de uma faculdade no Espírito Santo para ajudar o marido. No discurso do casal, nenhum preconceito.
- A mulher se prostituir não é crime, mas alguém se beneficiar disso é. Fica muito fácil elas serem alvo de extorsão. Quem está na prostituição, tem que procurar um sindicato e aprender como se proteger. A ética cristã é para o cristão. Para quem não deseja o caminho de Jesus, temos que pensar no melhor para a saúde. Daqui a dez anos, sonho olhar para trás e ver que fui coerente. - diz o pastor, que se divide entre as funções da igreja e o trabalho como psicólogo.
Pastor da Igreja Batista do Leme, Macéias Nunes apóia o missionário:
- A proposta cristã não discrimina nenhuma comunidade. Muitas vezes, o preconceito é justamente contra os evangélicos.

Tudo pelos filhos

"Tenho quatro filhos. Peço perdão a Deus e venho para cá", diz Cristina*, de 33 anos. De formação evangélica, ela freqüenta igrejas longe de sua casa, em Mesquita.
- Dizem que ou a gente está aqui ou vai para a igreja. Mas minha consciência ia doer se visse meus filhos passarem fome. Já tive que pedir comida em igreja. Homem faz filho e vai embora - explica ela. Suas amigas, como Paula*, de 27, se orgulham de mandar até R$ 2,5 mil para o filho, que vive no interior com os avós.
Luísa*, 30 anos, diz que aguarda ser chamada pela Prefeitura para uma vaga de técnica em enfermagem.
- Meu nome saiu no Diário Oficial. Guardo até hoje. Espero que o Cesar Maia abra o Hospital de Acari.

Fonte: Extra online Notícias Cristãs [via Princess Blog]

12 de abr de 2008

Oração de fogo com Pato Donald



O que foi feito da igreja?

Alguém disse que se quisermos saber das estratégias da guerra, devemos perguntar aos generais; mas se quisermos ter informações da guerra, devemos perguntar aos soldados. Essas palavras são sábias. Os soldados estão nas trincheiras, enfrentam a guerra com suas próprias vidas e mesmo diante da possibilidade da morte, continuam avançando. Lembrei-me disso porque há um tempo atrás alguém me disse de tal igreja que se chama Igreja Mundial do Poder de Deus. Confessei a minha total e acachapante ignorância afirmando não conhecer tal pérola de grande valor. Nem me lembro agora do que me foi informado sobre a mesma.

Hoje, sem nada para fazer, passeando pelos canais da TV, eis que me deparo com a dita cuja. Por sorte (ou azar) sintonizei bem na hora em que o apóstolo pediu para as pessoas apanharem um envelope (podia ser qualquer envelope) e colocar dentro o recibo de depósito de cem reais e que o nome do ofertante seria levado a algum lugar para receber uma oração. Somente cem reais. Quem se dispusesse a mandar, garantiu o apóstolo, o milagre iria acontecer e prometeu dar provas de que os milagres acontecem.

Dito e feito. Além de matar a cobra o pregador mostrou o porrete. Na próxima cena o dito cujo aparece num salão e eis que vem um homem chorando. O diálogo é de uma riqueza espiritual que faria inveja a Martinho Lutero e seus colegas reformadores.

- O que aconteceu? Pergunta o arauto.

- Eu fui curado, responde o singelo mendicante do favor divino.

- Curado de que?

- Os meus olhos, eu enxergo.

Nesse momento aproxima-se uma mulher e o arauto vira-se a ela e pergunta:

- Quem é a senhora?

- A esposa, responde a mesma.

- O que ele tinha?

- Estava sem ver fazia quatro anos e hoje foi curado.

Não agüentando tanto milagre arauto e mendicante se abraçam e levado pelo calor do momento o apóstolo ainda ordena: Que ele recebe um rim novinho!

Nessa altura eu imagino que Calvino, Wesley, John Huss, os mártires de Hebreus, Áquila e Priscila devem ter dito aos anjos: Não temos nada a ver com isso! Não nos comprometa!

Depois disso desliguei a TV, pois estou em férias.

Mais tarde o sangue ferveu e não agüentei. Fiz uma rápida pesquisa na Internet. Iluminado fui e agora posso dizer que o espírito da ignorância foi retirado de mim.

A assim chamada Igreja Mundial do Poder de Deus é descrita na Wikipidia como uma igreja evangélica (isso não é novidade, pois no Brasil tudo o que não é católico, é evangélico). Fundada em 1998 por um dissidente da Universal (se eu fundar uma igreja acho que a chamarei de UniverÇucar – a que adoça a boca grande do crente apatetado por coisas novas) chamado Valdemiro Santiago. O lema da igreja é sugestivo: "A mão de Deus está aqui".

Continuando na investigação descubro que o Santiago é formando pela Ordem dos Teólogos Evangélicos da América Latina (alguém aí já ouviu falar?) e pregador há mais de 30 anos. Ele, cheio do Espirito Santo e certamente por revelação divina, deixou a Universal pois esta está se transformando em um misto de centro de macumba e igreja católica.

Bem... nessa altura devo chorar e pedir que Billy Grahan, Antonio Elias, Eneas Tognini, Karl Barth e Dietrich Banhoeffer nos perdoem. Depois de um breve momento penitencial, continuo e descubro que o grande apóstolo Santiago é o fundador e primaz da IMPD. Talvez você pense que eu li errado. É primaz mesmo. Mas como o homem não é de ferro, tem como auxiliares a esposa (por que eu não fiquei surpreso?) a bispa (outra vez não fiquei surpreso) Franciléia e mais dois bispos e outro bispo que é o Vanderlei Santiago (tudo em família – a propósito, o feminino de bispo é episcopisa). Com essa pleide constelar a igreja segue firme. Quase me esqueci de mencionar que depois do apóstolo e dos bispos seguem-se os pastores, o corpo de obreiros e os membros (ou seja: os tontos).

Que doutrina segue essa igreja que há de fazer de história? Certamente ela tem o seu Corpus Christianus que deve ter sido elaborado depois de grande e solene reunião dos bispos em algum aposentado sagrado. Sou informado que a sua doutrina vem dos estatutos estabelecidos por Deus na Bíblia Sagrada, Uma das pérolas doutrinárias é essa: Os dízimos e ofertas voluntárias. Aliás, para que ninguém pense maldade sobre a IMPD, no programa que eu assisti, o bispo disse com todas as letras que o dinheiro não era para ser mandado em seu nome, mas em nome da igreja. Beleza! Isso é o que podemos chamar de transparência.

Finalmente, para que ninguem pense que o apóstolo se fez apóstolo por contra própria como alguns apostolinhos de outras igrejas, aprendo que o Santiago era bispo e teve seu título mudado para "apóstolo", por concordância de outros bispos da Igreja Mundial, pastores, e líderes de outras denominações (infelizmente não informa quais pastores e quais denominações fizeram esse grande e inestimável favor ao movimento evangélico brasileiro).

Nessa altura já me dando por satisfeito e preparando para dormir resolvi visitar o site da igreja. Não deveria ter feito isso, pois a primeira coisa que leio não é recomend;avel aos olhos das crianças, pois pode causar algum disturbio mental nas mesmas.

A espera de um MILAGRE. Durante muito tempo as pessoas estavam à espera de um anjo agitar as águas (como no tanque de Síloe) para milhares de desesperados, desesperançados e fadigados poderia conseguir um milagre. Mas Deus na sua infinita misericórdia através de Jesus Cristo levantou este lugar um anjo. E através dele leva ao altar transborde águas vivas que encharcam a todos os que estão aqui. Mesmo com o programa na TV. Definitivamente "A mão de Deus está presente nesse lugar "....

Depois as pessoas pensam que a gente tem pré-conceito. Leia três vezes o texto acima e depois prometa que voltará a ler a Bíblia pelos menos três vezes por semana.

Antônio Carlos Barros

Igrejas infectadas

Aos 25 anos de idade, depois de várias febres, muita rouquidão e um péssimo hálito, dei o braço a torcer e aceitei que o médico operasse as minhas amídalas. Resisti o quanto pude porque sabia que as amídalas existem para proteger as vias respiratórias.


Contudo, o médico conseguiu me convencer de que as minhas estavam imprestáveis; tão infectadas que já não protegiam, mas contaminavam o resto do organismo. Só restava uma opção, arrancá-las fora. A partir daquele dia, aprendi que um órgão – qualquer um – pode perder a sua função original e passar a atacar o corpo.

Nas relações humanas e sociais acontece o mesmo. Quando se perdem as finalidades originais, morrem casamentos, empresas, igrejas. Serve o exemplo da família: pai e mãe devem oferecer um ambiente em que os filhos aprendam a ter confiança, segurança, dignidade. Mas quando acontecem muitas brigas com ódio, quando falta paz, aquela família perde a função de fomentar auto-estima e segurança. Assim, deixa de ajudar e passa a desajustar as crianças.

As religiões também podem virar amídalas infectadas. Bastar ver na história. Inúmeras igrejas criaram ambientes doentios e desumanizadores, quando deviam ser espaços de humanização.

Devido a este site, recebo milhares de mensagens sobre assuntos variados, a grande maioria, entretanto, pede ajuda. Muitos não suportam os sermões vazios com promessas mirabolantes e ameaças de maldição. Entristeço, mas fica óbvio para mim que as lógicas e práticas da igreja evangélica não consegue responder às complexidades do século XXI. Os espaços evangélicos estão febris.

É preciso detectar, rapidamente, onde a infecção se tornou aguda para combatê-la com doses maciças de antibióticos espirituais e éticos; com um bom diagnóstico não será preciso operar o foco da contaminação e ainda preservar o organismo.

Estão infectadas as igrejas que priorizam programas e não relacionamentos. Jesus não tratou a “igreja” como uma instituição, mas como uma comunidade. Igreja são mulheres e homens com um estilo de vida nobre, verdadeiro, que inspiram os outros a glorificar a Deus. Portanto, para o seu eterno propósito dar certo, Jesus não precisa de eventos sofisticados, basta que seus seguidores amem uns aos outros.

Estão infectadas as igrejas que priorizam poder e não serviço. Nas Escrituras, poder só tem sentido quando mobiliza para solidariedade, compaixão, humildade. A busca do poder pelo poder é luciferiana em sua essência. Jesus criou o mundo, mas se esvaziou, encarnou e morreu numa cruz. Os cristãos não almejam tronos, mas bacia e toalha para lavar os pés alheios. Sem esperar aplausos, sentem-se privilegiados de servirem.

Estão infectadas as igrejas que priorizam espetáculo e não discrição. Jesus ensinou que não se devem cobiçar os primeiros lugares; considerou que a autêntica piedade acontece num quarto de portas fechadas; falou que a mão esquerda não deve conhecer o que a direita oferece. Quando Jesus ressuscitou uma menina, respeitou a privacidade da família e não deixou que estranhos entrassem para testemunhar o milagre. Sobram exemplos de seu recato. Certamente, Jesus não se agrada de saber que alguns tentam transformar a fé num show.

Estão infectadas as igrejas que priorizam milagre e não coragem existencial. Paulo considerou tudo como esterco pela excelência do conhecimento de Cristo – esse, somente esse, deve ser o alvo da espiritualidade cristã. Não se cultua a Deus para descobrir um jeito certo de “alcançar milagre” ou para ter uma fé mais “eficiente”. No culto, celebra-se o amor gratuito e unilateral de Deus. O Evangelho é boa notícia porque todos são aceitos sem exigências. Deus quer bem sem fazer distinção; não se ganha o favor de Deus com obras. Graça é o chão onde todos podem alicerçar a vida com liberdade e sem culpa. O cristão não precisa que Deus conserte as dificuldades da vida, basta a sua companhia.

O Apocalipse foi taxativo com uma igreja infectada: “Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se... Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele. O evangélicos precisaram, como nunca, ouvir esta exortação.

Soli Deo Gloria.


Ricardo Gondim.

Como alcançar a felicidade a dois?

Embora fôssemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, pão com ovo... Tudo feito com simplicidade.

Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da lua-de-mel para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com os hábitos de mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa.

Olhei para o lado e vi minha esposa, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. E nada!

Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos.

Ao me sentar à mesa de trabalho, sentindo o estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: "Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês"
(Lc 6:31). Disse pra mim mesmo: "O Senhor não precisa dizer mais nada." Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para Neusa. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!

Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase 25 anos de casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor! Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo. Tenho muito a melhorar; tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: "Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela" (Ef 5:25).

O casamento é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer
(Jo 15:5). Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus (que, aliás, não está nos Evangelhos): "É mais feliz quem dá do que quem recebe" (At 20:35). Quando se descobre isso no matrimônio, descobre-se o princípio da felicidade.

Por que muitos casamentos não têm ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o "cada um por si" que vigora. Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Mas pessoas não são descartáveis: e o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.

O mundo precisa do testemunho de casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente.

É preciso declarar todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: "Eu amo você."

Não é fácil dizer isso, às vezes, pois muitas vezes acordo de mal comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo ao Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para amar naquele dia. Recebo de Deus a força do perdão.

Faça isso agora também. Declare seu amor!

Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: se você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case! Fique como está, solteiro mesmo. Mas, se sua intenção é casar para fazer alguém feliz, case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo! O segredo da felicidade é fazer o outro feliz. Quem disse isso foi Aquele que mais entende de felicidade: Jesus.

(Autor desconhecido)

Colaboração: Marily Sales dos Reis [via Michelson Borges]

11 de abr de 2008

A Igreja que deixa os mundos aturdidos

O César do blog Infinita Highway fez uma pequena "apologia"[rs] e nos trouxe a citação deste ótimo texto:

Leitura recomendada: a carta de Paulo aos Efésios.

Para Paulo a Igreja — conforme ele a define em suas cartas — era a plenitude Daquele que a tudo enche em toda a existência.

Ora, como pode ser que na Igreja habite a plenitude de Deus se ela é feia aos nossos olhos?

Talvez seja porque o que Paulo chama Igreja seja a comunidade ideal apenas visível aos olhos de Deus, até porque somente Ele sabe quem faz parte da Igreja de Deus.

O apostolo, entretanto, cria que é pela multiforme experiência da Graça de Deus que aquilo que é Igreja para Deus e anjos, se manifesta gerando perplexidade nos poderes invisíveis que a observam.

Assim, o principal sinal da Igreja é a manifestação da multiforme Graça de Deus — na forma de amor, perdão, reconciliação, justiça e bondade procedentes da verdade que atua em amor.

Desse modo a Igreja só é Igreja quando nela habita a Graça como verdade seguida em amor!

Paulo também diz que a vivencia dessa Graça entre os homens, põe a Igreja no centro das observações cósmicas. Ou seja: vista, olhada e observada; tornando-se num experimento chocante para anjos e todas as demais criaturas capazes de ver com consciência.

Sim! Para Paulo a verdadeira Igreja é o eixo da manifestação da Graça de Deus no mundo visível, visto que amor em verdade é algo que não nasce por geração espontânea em lugar algum do Universo.

Explosões cósmicas, surgimento de estrelas ou a morte delas, ou mesmo qualquer outro fenômeno universal, não têm nem de longe o significado da experiência do amor entre os homens, ainda que os que assim vivam sejam apenas uma imperceptível minoria aos sentidos estatísticos e de volume de matéria no Cosmos.

É como o diamante: não existe em abundancia na Terra, mas o que existe é mais preciso aos sentidos humanos — pela raridade — do que imensas porções de matéria expressivas apenas pelo seu volume, e não pela sua qualidade.

De fato é chocante quando indivíduos ou grupos humanos vivem em amor criativo e insistente no enfrentamento de tudo aquilo que é anti-amor na existência. Sim! Choca a todos!

A presença do amor — que é a marca do discípulo, conforme Jesus — em qualquer vivencia humana carrega a marca da Graça de Deus.

Ora, essa Igreja que principados e potestades vêem e ficam aturdidos ante a Graça que nela se manifesta como amor, é também vista apenas pelos seres humanos que enxergam o amor manifesto em qualquer lugar ou pessoa.

Ou seja: a Igreja é o ajuntamento espiritual e comunal de indivíduos rendidos ao amor de Deus, o qual só pode ser visto no mundo como obras de Graça, misericórdia e justiça.

Por esta razão Paulo diz que a Igreja é constituída de pessoas para quem todo muro de separação entre os homens foi abolido na Cruz.

Assim, sempre que pessoas ou grupos vivem além das barreiras de separação — sejam elas de qualquer que seja a natureza —, aí sempre haverá Igreja em estado de produção de perplexidade para os principados e potestades invisíveis.

O apostolo escreve essas coisas aos de Éfeso, que foi um dos lugares onde os Principados e Potestades disseram: “Conheço a Jesus e sei quem é Paulo!” — Atos 19.

Desse modo, Paulo cria que o centro das questões cósmicas não tinha em Roma a sua sede naqueles dias, mas sim entre aqueles que viviam de modo à perplexar os observadores invisíveis, os quais apenas se chocam ante a manifestação do amor num mundo gelado pela sua ausência.

Encontrar amor no Cosmos é algo mais chocante do que se achássemos vida no centro do Sol, por exemplo.

E mais: tais manifestações chocantes pela sua raridade não respeitam muros de separação; e não se deixam aprisionar por fronteiras geopolíticas ou religiosas ou culturais; ou por qualquer outra forma de contenção e separação entre os homens.

Assim, o que choca a anjos, demônios e todas as criaturas com poder de observar, é a multiformidade da manifestação criativa do amor num ambiente hostil a ele.

São os Bons Samaritanos da Graça aqueles que chocam a homens e anjos!

Desse modo, a Igreja que deixa aturdidos os príncipes das demais dimensões de existência, é aquela que é constituída pelas dinâmicas da Graça.

Assim, mais uma vez se fica sabendo por que sem amor nada nos aproveita ante Deus e todas as formas de vida.

Pense nisto!

Nele, que nos chama ao existir que no Cosmos não tem paralelo senão na própria manifestação do amor como Graça de Deus vivida e praticada por homens,

Caio