27 de ago de 2008

Precisamos de um nome! Mas, qual?

A história da Igreja Bola de Neve em São Paulo confunde-se um pouco com a própria história do apóstolo Rina. Depois de uma hepatite, dores muito fortes e uma experiência pessoal com Deus, nascia uma reunião descompromissada, mas que precisava de um nome. Não demorou para aparecer um que expressasse a realização do sonho, uma Bola de Neve, que começando pequenininha, vira uma avalanche. Isso foi em Dezembro de 1993. A Bola de Neve, na direção de Deus, ia rolando e cumprindo seu papel.

Um trecho do site da Bola de Neve Church(ops, assim é para os íntimos), da Igreja Evangélica Bola de Neve.


É, eu concordo que precisamos de um nome! Quando nos reunimos como Igreja, de fato, precisamos de um nome. Só não entendo o porque de tanta dificuldade de escolher um nome quando... "Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos."
(Atos 4:12 - NVI)

"Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome(de Jesus), ali eu estou no meio deles."
(Mateus 18:20 - NVI)

"Não ficarei(Jesus) mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um. Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste."
(João 17:11,12 - NVI)

"Vocês mataram o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos. E nós somos testemunhas disso. Pela fé no nome de Jesus, o Nome curou este homem que vocês vêem e conhecem. A fé que vem por meio dele lhe deu esta saúde perfeita, como todos podem ver."
(Atos 3:15,16 - NVI)

Vai aí uma dica de um ótimo Nome pra uma "reunião descompromissada" que esteja precisando de um nome...

P.S. Ah, na Bíblia tem muuuuuito mais dicas como essas!

Breve Dicionário Neoevangélico

- Crer absolutamente naquilo que o pastor/apóstolo diga

Amor - Atender o chamado do líder de louvor e dizer para a pessoa ao seu lado: "Eu te amo em Cristo Jesus"

Promessa - Carro, casa, dinheiro

Evangelismo - Mandar alguém ir à igreja

Adorar - Chorar durante horas cantando algum tipo de música lenta e repetitiva

Fidelidade - Qualidade mostrada no ato de dizimar/ofertar mensalmente

Levita - Pseudo-músico que se acha superior aos demais por cantar/tocar

Perdão - Ficar fora de comunhão durante um tempo variável de acordo com o pecado

Comunhão - Não ter ninguém te acusando ou falando a seu respeito

Profeta - Expert em leitura corporal e oratória

Deus - O cara responsável por abençoar quando mandado

Espírito Santo - Ser que faz as pessoas caírem e receberem novas unções

Jesus - Um cara que fez o oposto do que deve-se fazer

Inferno - Lugar para onde os que não tem salvação irão

Diabo - O culpado por tudo de ruim que aconteça

Esperança - Ser tão rico quando os apóstolos da TV

Salvação - Alcançada indo à igreja e sendo fiel (vide fidelidade)

Unção - Algo que se recebe para se sentir superior aos outros

Abençoado - Ser cabeça e não cauda

Pecado - Infração cometida contra a igreja e variável com a cartilha

Igreja - Templo luxuoso que exige fidelidade para sua manutenção

Fonte: Rapensando.

26 de ago de 2008

REVERENDÍSSIMO APÓSTOLO ATEU: Desgraça e ranger de dentes!


Você ouve o Evangelho de Jesus e se apaixona.

Assenta-se para ouvir.

Começa a ler.

Fascina-se com as promessas de resposta às orações.

Vê crescer em você uma imensa expectativa de ouvir a Voz e saber a Vontade Dele.

Alegra-se ao ver que Deus fala, que a Palavra é viva, e, também, que orações são de fato respondidas.

Mas...

Então você começa a desejar crescer em Deus, mas, ao mesmo tempo, como todos os que você admira são pastores, evangelistas, líderes, missionários, cantores, etc. — surge em você a idéia de que crescimento somente acontece nas fronteiras do ministério e no convívio com a liderança.

Assim, o eixo da emoção da fé começa a mudar, e, devagar, a pessoa vai ficando cada vez mais desejosa de parecer-se com os que aparecem, e faz isso sem culpa, pois, de fato e sinceramente, a única coisa que a pessoa quer é fazer uma assimilação daquilo que ela, agora, entende como sendo o caminho visível e imitável da piedade.

Nesse ponto inicia-se o processo de esquizofrenização do ser devotado a crescer em Deus nos bastidores da suposta organização de Deus entre os homens: a igreja.

Então, devagar, você vai vendo que os seus “homens de Deus” são levianos, mentem, são egoístas, avarentos, cobiçosos por sórdida ganância, odiosos, invejosos, hipócritas, e, muitas vezes, até mafiosos, sendo que, em tal caso, a associação menos danosa de alguns é com a maçonaria.

Ora, gradualmente, depois de ter odiado por um tempo as coisas que veio a saber, você persiste no mesmo convívio; e, então, começa a se sentir melhor do que as outras pessoas do clube da maldade; e, por isso, o próximo passo será que você diga a si mesmo que tem crédito de coerência na vida, a fim de "pedir umas férias a Deus", e, assim, dedicar-se, pelo menos como hobby, a algum pecado ou surto de capricho.

Quando você faz isto, sente o que Adão sentiu no Éden, e, assim, vendo-se nu, cobre-se, e, por causa disso, busca cobrir-se com as vestes convencionais, a saber: mentira, hipocrisia, performance, falsa humildade...

Entretanto, mais que tudo, a tendência é que você se torne misericordioso com o pecado, embora não necessariamente com o pecador que não seja você.

Entretanto, aqui também pode surgir outro filho do povo do engano, que é aquele que, justamente porque já se sabe agora membro do clube dos que ele antes repudiava, decide agora disfarçar-se de hostil e acusador daquilo que ele mesmo, às ocultas, pratica; pois, assim, pela denúncia do tema, ganha um forte e poderoso álibi para os outros; embora ele mesmo cristalize-se na hipocrisia.

Ora, como neste ponto Deus está no exílio da vida da gente, o que fica é o poder das networks. E, também, muita dedicação à imagem pública, à comunicação e à autoproteção; enquanto você vai vivendo da máquina que à sua volta foi montada.

Então, quanto mais tudo funciona, mais distante de Deus você fica, e sem notar.

E mais: você começa a dizer para você mesmo que aquela vida com Deus de antes era coisa de criança, mas que agora, depois de ver como as coisas são, ainda assim você faz a Deus o favor de pregar o evangelho. E como você pensa que é isso que Deus quer (que se pregue o Evangelho, ou qualquer coisa que cite o nome "Jesus"), você julga que o crédito é seu justamente por você fazer o que Deus quer que se faça, mas que sem você Ele não faz ou faria. Desse modo, por razão de seu auto-engano, você começa a tornar-se a medida de todas as coisas para você mesmo, sem perceber que você está monstrificado, e isto enquanto é endeusado pelos pagãos que, de tão cegos, só enxergam as purpurinas das glórias de cultos de fumaça de gelo seco e de levitas angelicalmente erotizados, que se exibem meigamente como ninfos e ninfetas de um culto pagão estranhamente oferecido em nome de Jesus, e, em cujo espetáculo você seduz Deus para que lhe faça mais concessões, pois você prega; e, segundo você aprendeu, Deus tem delirium tremens quando ninguém prega o nome Dele no mundo.

Se você não sabia, saiba agora: Foi assim que você chegou até aqui onde agora, gloriosamente, se jacta de estar.

E você passa a ser parte de tudo isso, e se justifica dizendo que seria pior sem a sua presença, pois você já não é como era antes, mas, pergunta você: "Quem é?" — e responde: "Eu pelo menos sei o que não é, e, estou aqui apenas para ver se mudo alguma coisa".

Então, você prega em meio às piores contradições e sentimentos interiores, e as coisas acontecem, e isso faz com que você diga: "Deus é bom, pois, mesmo assim, cheio das concessões, Ele ainda me abençoa!"

Ora, neste dia, o antes singelo e alegre jovem crente entra no Templo dos Lobos vestidos de Ovelhas, e, sem propaganda, adere à maçonaria das ações secretas praticadas pelos membros do clube do sucesso ministerial.

Daí em diante ele é ateu e não sabe. Afinal, ele já é tal ateu que o nome de Deus é falado por ele sem que ele sequer perceba. Deus é oco e mais leve que o nada no coração desse um dia crente, mas que hoje é líder de crentes exatamente por já não crer em mais nada.

O casamento arruinado pela hipocrisia e a insinceridade. Então, com tanto assédio, esse ser um dia crente diz para si mesmo: "Sofro tanto. Está na hora de ser consolado por alguma irmã".

E assim ele vai... Até que tem um harém.

O mesmo acontece com o dinheiro. Ele pensa: "Sem mim nada entraria aqui. Então, eu é que dou a eles e não eles a mim. É meu!"

Chega a hora em que você se levanta para pregar e o diabo senta para descansar; isto porque o diabo pensa: "Ele é meu orgulho! Representa-me muito bem. Com lobinhos assim eu poderia tirar férias!"

Então você prossegue. Vira bispo, apóstolo, primaz, pai-póstolo, Reverendíssimo Augustus, um César da Religião.

Cheio de altivez, de empáfia, de arroto.

Viram pastores de si mesmos, e, existem para o banquetear-se.

Quem não faz a viagem por essa vertente, em geral, ao passar pelos desapontamentos, se havia sido “ungido” e não pode mais voltar atrás, o que daí nasce é muita amargura e ressentimento em razão de que os que apareceram não foram eles, mas sim os “piores”. E ficam com raiva de Deus, e isto apenas por jamais terem tido a visão certa da vocação, que não é para o que é elevado entre os homens enquanto é abominável diante de Deus, mas para o oposto.

Esses que não viraram lobos vestidos se ovelhas tornaram-se ovelhinhas vestidas de coelhinhos ou de Barbies. Ou então se tornam poetas e menestréis da perplexidade humana, embora de Deus sintam, quando sentem, apenas saudades.

Não faça essa viagem. Ninguém escapa impune por andar nas trilhas desse enganado caminho.

O chamado à conversão em tais casos é um só:

Arrepende-te! Volta ao teu primeiro amor!

Enquanto é tempo!

Nele, que confirma o que digo como verdade do Evangelho e fato da existência,

Caio. [via Infinita Highway]

Resolvendo problemas

Notícia da Semana: Igreja Universal é obrigada a devolver dízimo de fiel em Minas Gerais

Solução da Semana: Super RECIBO CONTRA DEVOLUÇÕES!!!

E como seria anunciado o recibão?

Via Papo de Teólogo [ctrl+c, ctrl+v do Blog Direção]

25 de ago de 2008

De quem Deus se agrada mais?

...um coração quebrantado e contrito,
ó Deus, não desprezarás.

Salmos 51:17b

Quando é que descobrimos que "grandes homens de Deus" são, de fato, grandes homens de Deus?

Nas Escrituras encontramos um padrão! Usualmente os grandes homens de Deus não são aqueles que jamais caíram, ou que nunca erraram, ou que não pecaram! Não, são os que pecaram de forma mais repulsiva para contragosto do senso comum, de que grandes homens de Deus são ícones da santidade, dos quais não se permite pecar... A diferença destes para os santos católicos está apenas em que ainda não possuem imagens e esculturas para devoção!

O homem que foi chamado segundo o coração de Deus, Davi, assassinou um homem para adulterar com sua mulher... Abraão mentiu e enganou um rei porque não confiou em Deus, e também se antecipou com a escrava resultando em um filho, porque também não esperou por Deus... Paulo perseguiu os discípulos de Cristo... Pedro negou o próprio Cristo...

O que fez desses homens grandes homens de Deus, não foi o mérito próprio... mas, como reagiram ao total fracasso como homens de Deus! A resposta de cada um deles foi com quebrantamento, humildade, contrição e confissão diante de Deus e dos homens...

Um verdadeiro homem de Deus não é aquele super-crente, ungido intocável do Senhor que não pode pecar e assumir erros. É aquele que erra, peca e cai e se dobra diante de Deus em arrependimento, assume as consequências de seus erros e aceita o perdão de Deus e dos homens...

Agora, me responde: Quem está agrando mais a Deus? O que erra, não se arrepende e ainda se faz de vítima? Ou o que erra, se arrepende e confessa?

A ponte

Que amor é esse?

A Grande Queda da Igreja

As igrejas existentes precisam tomar uma decisão histórica: ignorar a Revolução e continuar vivendo como de costume, investir energia na luta contra a Revolução como um avanço não-bíblico, ou procurar meios de reter a sua identidade enquanto colabora com a Revolução como um símbolo de unidade e ministério genuínos. Minha pesquisa atual sugere que esta última abordagem será a menos comum.

Para aquelas congregações cujos líderes decidirem ignorar ou lutar contra a Revolução, as consequências são previsíveis. Uma porcentagem deles será gravemente prejudicada pelo êxodo de indivíduos - embora possam ser apenas algumas pessoas deixando uma já pequena congregação. Outras igrejas continuarão como se nada de novo estivesse acontecendo no mundo da fé. Todavia, cada igreja, sem levar em conta sua resposta pública à Revolução, sentirá pressão interna e externa cada vez maior no sentido de encarar o ministério com mais seriedade e fixar-se na visão de Deus para a existência da congregação.

Haverá uma redução no número de igrejas, como presentemente configuradas (isto é, ministérios formatados para a congregação). A frequência aos serviços da igreja diminuirá, à medida que os cristãos dedicarem seu tempo a um leque maior de eventos espirituais. As doações às igrejas serão reduzidas porque milhares de crentes investirão seu dinheiro em outros empreendimentos ministeriais. A influência política e cultural já limitada das igrejas irá diminuir ainda mais, ao mesmo tempo em que os cristãos vão exercer maior influência mediante mecanismos distintos. Um número menor de programas da igreja será mantido em comparação com mais experiências comunais entre cristãos.

Menos clérigos profissionais receberão de suas igrejas um salário com o qual possam sustentar-se. Haverá cortes nas denominações e executivos serão liberados de seus deveres, à medida que suas diretorias tentam compreender e impedir a hemorragia.

Para alguns, isto parecerá a Grande Queda da Igreja. Para os revolucionários, será o Grande Despertamento da Igreja. Novos cenários não significam desordem e dissipação. Neste caso, eles representam um novo dia em que a Igreja poderá ser realmente a Igreja - diferente daquela que conhecemos hoje; porém, mais responsável e espelhando mais a Deus.

George Barna em Revolução. Págs.116, 117, 118. A importância da Revolução.

Links relacionados:

24 de ago de 2008

Podres poderes

Algo comum e usado com frequência em algumas reuniões do meio cristão é a ameaça, isso não é novidade alguma, já que é técnica antiga para manipulação e manutenção do poder em qualquer esfera organizacional. No entanto, quando se utiliza de um pressuposto relacionado a juízo de valor a coação se tornará muito mais eficaz.

Na prática o que observamos é a velha tentativa de fazer com que o outro pense de forma igual através de perspicazes e falhas frases de terror sobre o inferno, Deus e tudo o mais. Quando a pessoa que está sendo evangelizada consegue se desvencilhar de ameaças pós-morte, vira alvo de práticas mais heterodoxas: o terrorismo presente. A frase: "É melhor se converter, Deus me diz que Ele tem um plano na sua vida, olhe que se não vir pelo amor virá pela dor" é figura carimbada nessa doutrina extra-bíblica e totalmente fora de lógica. Infelizmente utilizar-se da dor por vezes não tem limites, alguém da família da pessoa "ameaçada" morre e logo um crente virá dizer que foi Deus cobrando a ida da pessoa à igreja. Para os que não conhecem a podridão da igreja, sim isso acontece, e com mais frequência do que se imagina.

A falácia do argumento é simples: se acreditamos em livre-arbítrio e em soberania divina, devemos acreditar que as duas não podem ser conflitantes, Deus seria um mero manipulador de vontades se sobreposse sua soberania. E mesmo se quisesse fazer com que sua soberania fosse maior que nosso livre-arbítrio de nada adiantaria o argumento, afinal todos seríamos manipulados de qualquer forma. Das diversas linhas de pensamento no meio cristão sobre tal questão nenhum tem condições de relevar ou ao menos levar a sério tal frase. Seguindo a argumentação podemos chegar a essa linha de raciocínio de Abu Hamid al-Ghazali, teólogo muçulmano, no livro Golden Means of Dogmatics:

"Imaginemos uma criança e um adulto no céu. Ambos morreram crendo na fé verdadeira, mas o adulto ocupa um lugar mais elevado que a criança. E a criança pergunta a Deus: 'Por que deste ao homem um lugar mais elevado?' E Deus responde: 'Ele realizou muitas boas obras'. Então a criança retruca: 'Por que me permitiste morrer tão jovem? Isso me impediu de fazer o bem'. E Deus diz: 'Eu sabia que você cresceria como um pecador; por essa razão, foi melhor que morresse como uma criança'. Em seguida, ouve-se o lamento das almas danadas, nas profundezas do inferno: 'Por que, ó Senhor, não nos permitiste morrer antes de nos tornarmos pecadores?'"

Raphael Rap, no Rapensando. [via Pavablog]

23 de ago de 2008

A carta do inferno

O vídeo abaixo é um pouco perturbador. Assistam, reflitam e deixem sua opinião.

É com diz o Pastor Rick Warren no seu livro “Uma vida com propósitos“:

“Essa vida é uma preparação para a próxima”. “Seu relacionamento com Deus na terra, determinará seu relacionamento com Deus na eternidade”.

C. S. Lewis captou o conceito de eternidade na última página de As crônicas de Nárnia:

“Para nós, este é o fim de todas as histórias […] mas para eles foi apenas o início da história real. Toda a vida que tiveram neste mundo […] foram apenas a capa e a primeira página. Agora, eles ao menos estavam começando o Primeiro Capítulo da Grande História, que ninguém no mundo jamais leu e a qual prossegue eternamente, cada capítulo melhor que o anterior”.

Fiquem na paz galera.

Dionatan Zibetti do Blog Direção

P.S. O vídeo tem um apelo reconhecível na cultura religiosa cristã há muito tempo... Mas, não posso deixar de questionar:

Até que ponto seremos responsabilizados por cada pessoa que não se encontre com Cristo? Por cada pessoa que não foi salva? Por cada pessoa que não ouviu falar de Jesus?

Até que ponto devo viver uma vida social, familiar e comunitária baseado na pressão de "falar de Jesus" a todo momento como se ouvesse uma meta para cumprir no final de mês? Até que ponto devo sentir-me culpado por não "falar de Jesus" para qualquer pessoa que me dirija a palavra, já que não sabemos quando tal pessoa irá morrer... Pode ser logo após de acabar de conversar comigo... Até que ponto devo viver esse desespero por "falar de Jesus" me preocupando apenas com a minha culpa em relação ao destino das pessoas depois da morte?

Porque não vejo essa urgência em pregar o Evangelho modelada dessa forma de pressão quando leio o Novo Testamento? Porque tenho a sensação que o "pregar o Evangelho" é fruto de uma transformação pessoal que indiscriminadamente resulta de um indivíduo mudado por Cristo e grato a Deus? Não de uma pressão religiosa que oprime e trabalha a fuga da culpa como motivação para "falar de Jesus"?

No caso da carta fictícia do vídeo acima, afinal, de quem é a culpa por Josh ter ido para o inferno? De seu amigo Zack que não testemunhou de Cristo já que não existiam outros cristãos na face da terra para que Josh pudesse ouvir falar de Jesus... Já que não havia internet, televisão, rádio e tantos outros meios de comunicação com, querendo ou não, "crentes" falando de Cristo? Ou do próprio Josh que possuía o poder de escolha, o livre arbítrio, e que como na própria carta ele dizia que sabia que o amigo era cristão e que tentou falar com ele e ele desconversava por ficar sem graça... Se ele realmente queria saber mais, porque não insistiu em saber mais... Será que não haviam outros cristãos para tal? Ou internet, televisão, rádio, filmes e música?

Será que terei que viver no céu atormentado pelas pessoas que irão para o inferno porque algum dia eu estava mal, triste e com alguns problemas e não me senti a vontade para falar de Jesus para uma pessoa, que por azar meu, morreu sem escolher por Cristo? Será que é este céu que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram que Deus tem preparado para aqueles que o amam?

Porque uma pessoa deveria sofrer eternamente no inferno por causa de uma vida passageira de 70 anos em média? O justo não seria sofrer até pagar tudo o que fez nesta vida em desacordo com a vontade de Deus e por conseguinte que afetou outras pessoas: se estuprou, se matou, se abusou sexualmente de uma criança, se mentiu, se roubou, se enganou, se não amou, se vingou, se idolatrou, enfim... Se não se arrependeu de nada e não foi justificada por Cristo, seria justo pagar até o "último centavo" por tudo que praticou, mas, tendo pago tudo... porque mantê-la sofrendo eternamente? Não configuraria um sadismo divino da parte de Deus manter pessoas sofrendo indescritivelmente no inferno, ou no lago de fogo para sempre?

Não sei se acho isso muito justo... Até que ponto não é um mito, um cabresto que a igreja criou para governar pelo medo?

Então quer dizer que o livre arbítrio não passa de uma grande piada? Deus diz: "Olha, se você me obedecer e fizer a minha vontade e me amar você morará no céu comigo. Mas, se não, você sofrerá de uma forma que não há como explicar, queimando e agonizando para sempre, e jamais acabará esse tormento... E aí? O que vai ser?(sorriso sádico e irônico)"

Acho que não consigo dizer "Deus é amor e misericórdia e justiça" e depois "Se não aceitar você vai queimar vivo para todo o sempre"... Uma invalida a outra!

Prova de química - show de resposta!

Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no curso de Engenharia Química da FATEC em sua prova final.

Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo ‘Por que os aviões voam?’ Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:

“O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta”

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma. Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas. Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume.

Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno. Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.

A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem, então, duas opções:

Por isso, o inferno é exotérmico.

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas , então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.

Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no primeiro ano – ‘Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar’ – e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira.

O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.

Post do Bicuda na Canela que achei lá no Uhull. Clique e vaja mais links interessantes.

Fonte: Blog Direção

22 de ago de 2008

Impacto sobre a comunidade cristã

A Revolução irá alterar permanentemente os contornos do corpo de Cristo. Quando um número maciço de seus membros se transforma, o corpo em si é naturalmente remodelado por definição. Mas, a maneira como a comunidade vê a si mesma e como ela desempenha as suas funções no papel de comunidade, irá mudar.

Novos líderes ganharão reconhecimento e autoridade entre os crentes. Seu papel não será construir novas instituições para substituir as antigas. Pelo contrário, será prover diretrizes para a construção de novos corações e mentes que produzam uma comunidade de Igreja bem-sucedida. Tecer em conjunto o espectro de idéias, talentos e recursos dos crentes em uma tapeçaria ministerial mais rica será o desafio deles. Poder, autoridade e recursos serão definidos, concedidos, reconhecidos e utilizados de várias maneiras conforme a Revolução amadurece.

Os sistemas e estruturas que favoreceram a antiga Igreja darão lugar a novas realidades na Revolução. Vão surgir novas organizações de ministério. Métodos educacionais e sistemas de treinamento diferentes prosperarão. A tecnologia se tornará mais importante na comunicação e reestruturação da Igreja em sua missão.

Embora a "comunidade cristã" tenha ficado geralmente limitada aos relacionamentos existentes na congregação, a Revolução está explodindo os muros da Igreja mundial para gerar uma rede verdadeiramente internacional de relacionamentos. As sinergias resultantes deste horizonte expandido serão impossíveis de quantificar - ou conter.

A visão cristã mais ampla da Igreja e de suas próprias responsabilidades irá produzir o renascimento das missões globais.

George Barna em Revolução. Págs.115, 116. A importância da Revolução.

Links relacionados:

Cara, eu sou fã...

O novo filme do U2, vai utilizar tecnologia 3D digital para colocar os fãs em um “show virtual” da banda. O filme será lançado na próxima sexta-feira, 29 de Agosto em salas de cinemas com tecnologia 3D no Brasil e os espectadores vão ter a sensação de assistirem ao show do U2 próximos do palco. Demais né :P

Veja o trailer:

Mais informações aqui.

Fonte: Blog Direção.

Aff, queria tanto ver...

Ventríloco de crentes


Bíblia: Vem! Vamos aprender, fala comigo: a-m-o-r
Crente:
M-i-l-a...
Bíblia: Não! Milagre não! A-m-o-r
Crente: M-i-l-a-g...
Bíblia: A-m-o-r! A-m-o-r! A-m-o-r!
Crente: M-i-l-a-g-r...
Bíblia: Ai, ai, ai! Milagre não! A-m-o-r!
Crente: A-m-... A-m... A-m...
Bíblia: Isso mesmo! Continua: A-m-o-r!
Crente: A-m... A-m... Amostra de poder, benção, bufunfa, carro do ano, coleta, conquista, cura, dinheiro, dízimo, fama, fogo, fortuna, glória, grana, jóias, libertação, maravilha, milagre, mover, paixão, poder, popularidade, ouro, riqueza, sucesso, unção... P-R-O-S-P-E-R-I-D-A-D-E

Ctrl+c, Ctrl+v do Pensamentos Cativos! [via Celebrai!]

Impacto sobre os crentes

À medida que este movimento transformacional cresce, instigado pela renovação espiritual dos crentes, a experiência de fé dos cristãos e sua expressão serão substancialmente alteradas. Por exemplo, os crentes não terão uma instituição como a da igreja local para usar como muleta ou desculpa para uma fé tímida. Cada revolucionário consente em ser pessoalmente responsável pela sua condição espiritual - quer ela seja de crescimento ou estagnação. Queixas sobre o pastor, equipe da igreja, programas, ou outros obstáculos desaparecem das conversas: cabe agora ao crente aceitar ou calar-se. O fracasso em desenvolver uma vida espiritual robusta passa a ser responsabilidade da pessoa pretendida por Deus: você.
Esta mudança de responsabilidade afetará todas as dimensões da espiritualidade. Além do crescimento espiritual, os crentes terão a obrigação de realizar atos de serviço comunitário, promover o evangelho, ajudar a família a amadurecer a fé, adorar a Deus regularmente, desenvolver intimidade com Deus, compreender e aplicar o conteúdo das Escrituras, representar o Reino em todas as camadas da vida, investir cada recurso que administrarem pra obter resultados piedosos, e permanecer ligados a uma comunidade de pessoas que amam a Deus. Em vez de ficar à espera de que outros façam o trabalho; cada revolucionário deve lidar com a obrigação de ser a Igreja com dedicação e excelência.
Essa transforamação significa também que os crentes terão uma base muito maior de opções. O terreno das possibilidades não ficará mais restrito ao que uma congregação propõe, ou ao que suas agências denominacionais sugerem. Uma infra-estrutura global das atividades e alternativas revolucionárias irá emergir, tornando várias escolhas acessíveis. Em vista de a Revolução vir naturalmente a encorajar as pessoas com talento para áreas específicas a produzirem um ministério que utilize tais dons, a extensão e qualidade de opções expandirão a influência da Igreja e de cada crente.
Esperar que as crianças sejam levadas mais a sério como seres espirituais. Os revolucionários têm o dever de orientar a família a ser a Igreja de Deus. Em vez de entregar os filhos ao outros na esperança de que alguém faça algo que produza algum fruto, os revolucionários aceitarão o desafio de Deus para educar cada filho a tornar-se um campeão espiritual. A amplitude da Revolução colocará ampla assistência à disposição, a fim de satisfazer essa obrigação sem permitir que os pais abdiquem do seu dever.
No final, a Revolução transforma os crentes a fim de que eles possam transformar o mundo. A sua percepção da fé se torna mais real e pessoal. O seu relacionamento com Deus passa a ser mais natural e íntimo. A Bíblia vem a ser verdadeiramente para eles um livro de sabedoria para a vida, indispensável para viver com retidão e santidade. A própria existência do crente se transforma em um meio de adoração e evangelização(grifo meu). A fabricação de tendas - a prática de trabalhar em um serviço não-religioso como um meio de pagar as contas, facilitando o desejo do indivíduo de vir a ser um representante genuíno de Cristo no mundo - passa de uma estranha idéia do primeiro século para um estilo de vida definido e pessoal.

George Barna em Revolução. Págs. 113, 114 e 115. A importância da Revolução.

Quem estiver a fim de musicalizar

Escarlatta Amiga

Abandonar é fácil
Difícil é viver
Caindo num buraco
Desafiador é ter um cão (dentro de você)
a água que te fez nascer
Outra vez te chama pra chorar com ela

Vivi tentando esconder
Clichês que me seguem pelas ruas
Pelas partes que me acionam alarmes
Pra vida não chamar atenção
Basta aceitar: Toma esse pão

Escarlatta amiga?
Fria de posição
Queima seus filhos
Na frente da televisão

Dizer a luz é fácil?
Segredo pra esconder
Porque acreditar no
Passado em papéis de barro torrão
pó Soprado na mesa
se acha capaz de construir muralha

Alívio imediato sentiu
Pra pisar na terra amaldiçoada
Pelas mãos que assinaram cheques
Alimentando laboratórios (de atores na vida real)
Pra comprovar ... bando de ladrão

O controle da televisão não me afunda mais
A conta do cartão não paga lobo mais
Mil e duzentos anos pra perdoar?
Mil e duzentos anos pra perdoar?
Mil e duzentos anos pra perdoar?

Por Paulo Ricardo Diniz Outeiro (MangaChurch)

Apóstolos? Brasileiros

5 Jesus enviou os doze com as seguintes instruções: “Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. 6 Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel. 7 Por onde forem, preguem esta mensagem: O Reino dos céus está próximo. 8 Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; dêem também de graça. 9 Não levem nem ouro, nem prata, nem cobre em seus cintos; 10 não levem nenhum saco de viagem, nem túnica extra, nem sandálias, nem bordão; pois o trabalhador é digno do seu sustento.
11 “Na cidade ou povoado em que entrarem, procurem alguém digno de recebê-los, e fiquem em sua casa até partirem. 12 Ao entrarem na casa, saúdem-na. 13 Se a casa for digna, que a paz de vocês repouse sobre ela; se não for, que a paz retorne para vocês. 14 Se alguém não os receber nem ouvir suas palavras, sacudam a poeira dos pés quando saírem daquela casa ou cidade. 15 Eu lhes digo a verdade: No dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade. 16 Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas. 17 “Tenham cuidado, pois os homens os entregarão aos tribunais e os açoitarão nas sinagogas deles. 18 Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. 19 Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, 20 pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês.
21 “O irmão entregará à morte o seu irmão, e o pai, o seu filho; filhos se rebelarão contra seus pais e os matarão.
22 Todos odiarão vocês por minha causa, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. 23 Quando forem perseguidos num lugar, fujam para outro. Eu lhes garanto que vocês não terão percorrido todas as cidades de Israel antes que venha o Filho do homem.
24 “O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25 Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se o dono da casa foi chamado Belzebu, quanto mais os membros da sua família!
Mateus Capítulo 10 (NVI)

40 Eles foram convencidos pelo discurso de Gamaliel. Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Depois, ordenaram-lhes que não falassem no nome de Jesus e os deixaram sair em liberdade.
41 Os apóstolos saíram do Sinédrio, alegres por terem sido considerados dignos de serem humilhados por causa do Nome. 42 Todos os dias, no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo.
Atos Capítulo 5 (NVI)

1 Portanto, que todos nos considerem como servos de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus. 2 O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis. 3 Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim mesmo. 4 Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo; o Senhor é quem me julga. 5 Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação.
6 Irmãos, apliquei essas coisas a mim e a Apolo por amor a vocês, para que aprendam de nós o que significa: “Não ultrapassem o que está escrito”. Assim, ninguém se orgulhe a favor de um homem em detrimento de outro.
7 Pois, quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse? 8 Vocês já têm tudo o que querem! Já se tornaram ricos! Chegaram a ser reis — e sem nós! Como eu gostaria que vocês realmente fossem reis, para que nós também reinássemos com vocês! 9 Porque me parece que Deus nos colocou a nós, os apóstolos, em último lugar, como condenados à morte. Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens. 10 Nós somos loucos por causa de Cristo, mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados! 11 Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e 12 trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; 13 quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo.
1 Coríntios Capítulo 4 (NVI)

Diante destas palavras que fazem referência aos verdadeiros apóstolos(enviados por Cristo) e suas características, analisemos o cenário "apostólico" do nosso país. Segue abaixo uma lista com os auto-proclamados "apóstolos" do Senhor que encontrei no Papo de Teólogo.

Você já imaginou se Jesus viesse hoje para o Brasil, que tipo de apóstolos Ele encontraria? Abaixo segue uma lista selecionada de doze apóstolos tupiniquins. Dentre eles há heróis, vilões e empresários; veja o perfil e história de cada um!

Apóstolo Miguel Ângelo
O fundador da igreja Cristo Vive foi o pioneiro da idéia apostólica no Brasil. Angolano, iniciou seu ministério com o canadense McAllister na Nova Vida. Atualmente tem 39 diplomas de nível superior em seu currículo e a igreja a qual dirige na zona oeste do Rio de Janeiro conta com mais de 56 mil membros, com igrejas até em Portugal. Na convenção internacional da qual faz parte, ele é o apóstolo das nações de lingua portuguesa. Sem dúvida, um dos mais bem sucedidos “apóstolos” dessa lista.

Apóstolo Estevam Hernandes
Esse se tornou símbolo da situação caótica que se encontra o evangelho no Brasil. Estevam e sua esposa, bispa Sônia, saíram de sua antiga denominação (Igreja Cristã Pentecostal do Brasil) e começaram a organizar reuniões informais com famílias amigas, o que mais tarde se formou a igreja Renascer, com um canal de rádio (Gospel FM) e um canal de televisão (Rede Gospel). Atualmente ele e a esposa se encontram confinados em sua mansão nos EUA em prisão domiciliar por terem entrado com 56 mil dólares dentro da Bíblia, enquanto só declararam entrar com 10 mil. Isso fora os escândalos e acusações de lavagem de dinheiro aqui no Brasil. Estevam se diz perseguido como o Apóstolo Paulo; porém nem Paulo, nem Jesus, costumava deixar de pagar seus impostos a Roma.

Apóstolo Rina
Rinaldo, batizado na Igreja Batista Ucraniana, começou seu ministério na Renascer em Perdizes e permaneceu até 1999, quando decidiu abrir uma igreja nova. Chamou sua igreja de Bola de Neve por achar que a igreja cresceria muito. Espiritual, né? Enfim, ele acertou. Cresceu em dois anos 1100% com seu marketing voltado para os jovens. Tem métodos pouco ortodoxos de evangelismo, o que vem sendo bastante criticado entre as igrejas tradicionais. Está ainda em plena ascenção e tem arrebanhado multidões com seu apelo jovem e seu púlpito em forma de prancha.

Apóstolo Valdemiro Santiago
Ex-bispo da Universal, Valdemiro fundou a Igreja Mundial do Poder de Deus em 1998 em São Paulo. Se tornou “apóstolo” sob a concordância de bispos e pastores da Igreja Mundial, baseado em II Coríntios 12:12. Se você acordar cedo poderá ve-lo das 5 às 8 da manhã na Rede TV “fazendo milagres” através de seu suor. Sinceramente, esse tipo de milagre não está na minha lista de “verdades cristãs”.


Veja o restante da lista aqui.

20 de ago de 2008

A igreja local

Não há nada inerentemente errado com o envolvimento em uma *igreja local. Compreenda, entretanto, que fazer parte de um grupo que se chama de "igreja" não torna você salvo, santo, justo ou piedoso, mais do que um estádio torna você um jogador profissional de beisebol. Participar de atividades da igreja não aproxima você necessariamente de Deus ou prepara você para uma vida que satisfaz a Ele ou realça a sua existência. Ser membro de uma congregação não torna você espiritualmente justo, mais do que ser membro do Partido Democrático faz de você parte da ala liberal.

O que importa é ter um relacionamento autêntico com Deus e seu povo. A Escritura ensina que dedicar sua vida a amar a Deus de todo coração, mente, força e alma é o que dá honra a Ele. Fazer parte de uma igreja local pode facilitar isso. Ou talvez não.

Muitos irão lamentavelmente rotular este conceito como "blasfêmia". Todavia, você deve compreender que a Bíblia não descreve nem promove a igreja local como a descrevemos hoje. Há muitos séculos os líderes religiosos criaram a forma predominante de "igreja" tão difundida em nossa sociedade para ajudar as pessoas a serem seguidoras melhores de Cristo. Mas, a igreja local que muitos passaram a apreciar - os serviços, cargos, programas, prédios, cerimônias - não é bíblica nem não-bíblica. Ela é abíblica - isto é, tal organização não é mencionada na Bíblia.

De fato, se você pesquisar as passagens bíblicas incluídas no começo do capítulo três, não encontrará alusões ou descrições de um tipo específico de organização religiosa ou forma espiritual. A Bíblia não define rigidamente as práticas, rituais ou estruturas corporativas que devem ser usadas para termos uma igreja. Ela oferece, porém, instruções relativas à importância e à integração de disciplinas espirituais básicas na vida do indivíduo. Algumas vezes esquecemos que as formas correntes de prática religiosa e de comunidade foram desenvolvidas centenas de anos atrás, muito depois da Bíblia ter sido escrita, numa tentativa de ajudar os crentes a terem vidas cristãs mais satisfatórias. Devemos ter em mente que aquilo que chamamos de "igreja" é apenas uma interpretação de como desenvolvemos e vivemos uma vida centrada na fé. Nós a construímos. Ela pode ser sadia ou útil, mas não é sacrossanta.

A Revolução não cuida de eliminar, ignorar, ou depreciar a igreja local. Ela trata de construir relacionamentos, compromissos, processos e ferramentas que nos capacitem a ser pessoas que adoram a Deus como fomos feitos para ser desde a criação. Os revolucionários, algumas vezes com relutância, compreendem que o ponto crítico não é o fato do indivíduo estar envolvido em uma igreja local; mas, sim, se ele está ligado a um corpo de crentes que busca a piedade e a adoração. A Revolução, portanto, envolve o remanescente de cristãos dedicados à prática das mesmas sete **paixões que definiram a primeira Igreja, a fim de serem agentes da transformação neste mundo.

Veja bem, não se trata da igreja. Trata-se da Igreja - isto é, pessoas que participam ativamente do avanço deliberado do Reino de Deus em parceria com o Espírito Santo e outros crentes.

George Barna em Revolução.

* [...] quero advertir que em todo o livro uso as palavras igreja (i minúsculo) e Igreja (I maiúsculo) de maneiras muito diferentes. A distinção é crítica. O i minúsculo se refere à experiência de fé baseada na congregação, que envolve uma estrutura formal, uma hierarquia de liderança e um grupo específico de crentes. O termo Igreja, por outro lado, refere-se a todos os crentes em Jesus Cristo, abrangendo a população de indivíduos a caminho do céu e unidos pela sua fé em Cristo, sem levar em conta as ligações ou envolvimentos da igreja local. Alguns chamam isso de Igreja universal, em oposição à igreja local. Como vê, a Revolução está destinada a fazer avançar a Igreja e redefinir a igreja. (Revolução, pág. 12 - Apresentação.)

** 1.Adoração íntima, 2.Conversas apoiadas na Fé, 3.Crescimento espiritual deliberado, 4.Serviço, 5.Investimento de recursos, 6.Amizades espirituais e 7.A família da Fé. (Revolução, págs.36,37,38 - As sete paixões dos revolucionários.)

19 de ago de 2008

Benção Franciscana



Os franciscanos são uma ordem religiosa cristã, cujos integrantes realizam voto de pobreza, castidade e obediência. Há séculos vivem em fraternidades localizadas tradicionalmente junto a cidades. Independente de seu credo e práticas, é de extrema valia citar uma antiga oração que os franciscanos protestantes costumavam entoar, cujo conteúdo é de grande valor.



BENÇÃO FRANCISCANA

Que Deus te abençoe com um desconforto inquietante sobre as respostas fáceis, as meias verdades e as relações superficiais, para que possas buscar a verdade corajosa e viver profundamente em teu coração.

Que Deus te abençoe com sagrada raiva à injustiça, à opressão e à exploração de pessoas para que possas trabalhar incansavelmente pela justiça, liberdade e paz entre todas as pessoas.

Que Deus te abençoe com o Dom de lágrimas para derramá-las com aqueles que sofrem de dor, rejeição, fome ou a perda de tudo aquilo que eles amam, para que possas estender a mão para lhes dar conforto e transformar a sua dor em alegria.

Que Deus te abençoe com a suficiente loucura para que creias que realmente podes fazer diferença neste mundo, para que possas com a graça de Deus, fazer aquilo que os demais insistem ser impossível.

E que a benção de Deus, Suprema Majestade e nosso Criador, Jesus Cristo a Palavra encarnada que é o nosso irmão e Redentor, e o Espírito Santo, o nosso Advogado e Guia, seja contigo e permaneça contigo e com todos, hoje e para sempre.

Amém.

Fonte: Requiem C

Revolução, um presente

Acabei de receber em casa o livro Revolução de George Barna. Presente do grande brother Paulo do MangaChurch. Valeu demais, cara! Pra quem não sabe como me fazer feliz, está aí a dica ... rs
Eis um post em que ele fala sobre o livro em seu blog:

"Quer você queira quer não, terá de posicionar-se com respeito à Revolução. Ela está prestes a tornar-se o novo e mais importante padrão do corpo de cristãos em mais de um século. A sua resposta não deve basear-se no fato de sentir-se ou não confortável em relação a ela, mas sim na sua conformidade com os vários princípios e sua capacidade de fazer avançar o Reino de Deus. Se você for um seguidor de Jesus Cristo , deve então entender esta Revolução de fé porque ela já está causando impacto na sua vida e vai continuar a fazer isso nos anos vindouros. Minha oração é que este livro forneça o discernimento que você necessita para abranger esta dinâmica espiritual e descobrir como está, ou deveria estar, a sua própria viagem de fé, ligada à Revolução.

Se você descobrir que é, ou quer tornar-se, um revolucionário, bem-vindo ao grupo."


(clique e compre)

Eis um trecho da introdução do livro que o pesquisador e sociólogo cristão (putz) George Barna escreveu após 20 anos de experiências com a cristandade norte-americana. Ele deixa claro a situação e os motivos do êxodo da relgião insitucionalizada que está acontecendo 'por aí'
Vou compartilhar aqui alguns trechos que têm a ver com a minha 'jornada'.:

"Enquanto viajamos juntos quero mostrar o que a nossa pesquisa descobriu com relação a uma crescente subnação de pessoas, bem acima de vinte milhões, que são chamados de revolucionários.
Elas não têm uso para igrejas que brincam de jogos religiosos, quer esses jogos sejam serviços de adoração sem a presença de Deus ou programas de ministério que não produzem fruto espiritual.
(...)
Não se impressionam com diplomas de faculdade cristãs e seminários que produzem jovens incapazes de defender a Bíblia ou que não estão dispostos a dedicar suas vidas para servir outros.
"
No capítulo 3 ele identifica 7 "paixões" dos revolucionários que estão contidos no novo testamento: Adoração Íntima, Conversas Apoiadas na Fé, Crescimento Espiritual Deliberado, Serviço, Investimento de Recursos, Amizades Espirituais, A Família da Fé.

No capítulo 4 expõe o resultado de uma pesquisa feita em igrejas locais À respeito das 7 "paixões", o resultado é negativo, as igrejas locais estabelecidas da forma tradicional não têm suprido nem 10% dessas características.

"A Revolução não cuida em eliminar, ignorar, ou depreciar a igreja local. Ela trata de construir relacionamentos, compromissos, processos e ferramentas que nos capacitem a ser pessoas que adoram a Deus como fomos feitos para ser desde a criação. Os revolucionários, algumas vezes com relutância, compreendem que o ponto crítico nõ é o fato do indivíduo estar envolvido com uma igreja local; mas, sim, se ele está ligado a um corpo de crentes que busca a piedade e a aoração."

No capítulo 5 ele expõe uma série de características da geração pós-moderna : Os mosaicos (nascidos entre 1984 e 2002) e os Baby bumpers (1965 a 1983) como ele mesmo denomina.
Concluindo com uma estimativa de polarização das tendências de como será 'ser igreja' em 2025 em comparação com o ano 2000.

"Ao Entrarmos no século XXI, a igreja local era o foco da vida espiritual da maioria das pessoas. Cerca de 70% de todos os americanos dependiam de alguma congregação local como sua fonte dominante da formação espiritual de cada indivíduo. Algumas pessoas - cerca de 5% da população - estavam envolvidas em uma jornada espiritual que girava em torno de algum tipo alternativo de comunidade de fé.(...)Uma porcentagem igualmente pequena (5%) de pessoas identificou sua família como seu foco principal de fé. Um grupo maior, mas ainda minoritário, de americanos (cerca de 20%) voltou-se para várias fontes culturais - a mídia,as artes, ou outras instituições - como os fatores destinados a satisfazer suas necessidades de fé.
(...)
Rastreando as inclinações das pessoas por meio de nossas pesquisas nacionais concluí que, próximo ao ano de 2025, o perfil espiritual da nação será dramaticamente outro. Concluí especificamente que apenas um terço da população (30-35%) irá depender de uma congregação local como o meio principal ou esclusivo de experimentar a sua fé; um terço (30-35%) fará isso mediante formas alternativas de uma comunidade baseada na fé e um terço (30-35%) irá utilizar a mídia, as artes e outras instituições culturais para praticar a sa fé. Infelizmente até onde podemos determinar a família permanecerá um simples ponto na tela do rquado se trata de servir como o canal para experiência e a expressão de fé, permanecendo central para talvez 5% da população."

No Capítulo 6 Barna explora o que ele chama de mini-movimentos espirituais, em suas palavras: "Não se trata exatamente de ministérios 'para-eclesiásticos', mas de empreendimentos centrados em Deus acontecendo fora de uma conexão congregacional."; apontando 5 características básicas para o sucesso de tais grupos: Pessoas dispostas a concentrar sua fé em Deus, Círculo fechado e foco intenso no desenvolvimento espiritual, Intimidade, Objetivos claros do grupo, foco bem restrito na vida pessoal dos 'membros' (oração,adoração, cosmovisão, expressão musical)
Fala Também da reação das igrejas locais à pessoas que voltam de uma experiência com esses grupos e acabam frustrados.... Conheço essa história: é minha experiência com o contato com a teologia e prática de adoraçaõ da Vineyard Music

No Capítulo 7 inicia falando que a igreja local não será mais o foco principal dos cristãos daqui pra frente. E prevê, mediante pesquisas o 'surgimento' de 4 macro-modelos de comunidades de fé ( forma congregacional da igreja local, igrejas domésticas, experiência de fé em família, igreja cibernética) e 2 micro-modelos de experiência de igreja ( Grandes reuniões não denominacionais de adoração, o PAssion é um bom exemplo; e grupos de fé baseados na internet com um foco principal, acho que aquid a pra citar a SexxxChurch.com)

No Capítulo 8 explora superficialmente características de Jesus como um revolucionário e no capítulo 9 faz um daqueles discursos habituais:'Revolcionário Guerreiro' rs..

No capítulo 10 fala da tranformação pessoal do indivíduo como revolucionário, 'ele quer mudar o mundo mas muda muito mais profundamente a si mesmo' (acho q isso resume o cap´tulo)
No capítulo 11 expõe as características pra você verificar se é ou não eu revolucionário: adoração sincera, abordagem destemida, crescimento espiritual constante, investimento sábio de recursos. serviço prestado oportunamente, e relacionamentos espirituais significativos.

No capítulo 12 fala dos impactos sobre os crentes, à comunidade cristã, às igrejas locais e sobre a cultura.

Finaliza o capítulo 13 com 5 reações que a cristandade terá em relação ao que ele chama de revolução: Vão ignorar completamente, se posicionar contra, fazer um tratado de coexistência, se unir quando for culturalmente impercepitível, e os Revolucionários que estão dispostos a ser igreja da melhor maneira possível. blah blah blah (pra dar vontade de ler o livro)

O capítulo 14 é quase um credo do Revolucionário: Vale a pena!.


Tá aqui meu feedback, toda essa história me faz lembrar um música que diz: "They'll Know we're christians by our love" que ouvi pela primeira vez num cd do jars of Clay.
Eu ía dizer mais alguma coisa mas esqueci.

Ah, esse livro pra mim faz parte de uma trilogia( Cristianismo Pagão, Como reavivar a igreja do Século 21 e Revolução) essencial para ex,pós, ou pessoas pensando em se juntar ou pensando em sair ou estando dentro do cristianismo ou mais na 'minha tribo' adventismo institucional que queiram se inteirar nos assuntos atuais sobre a onda de transformação que está ocorrendo.


"Quer você queira quer não, terá de posicionar-se com respeito à Revolução. "

Paulo Ricardo no MangaChurch

Perder é morrer


Confesso: tenho assistido aos Jogos Olímpicos. A culpa não é minha. A culpa é da diferença horária: quando vou para a cama, Pequim está acordado. Deitado no leito, com a tv ligada, acompanho os exercícios. E a insônia vem a seguir.

Insônia por que? Por causa dos atletas chineses. Nada tenho contra chineses. Mas é difícil resistir ao rosto dessa gente. Americanos, russos, europeus, brasileiros - tudo gente normal, com as alegrias e tristezas de gente normal. Mas os chineses são outra história: o rosto exibe uma tensão e uma infelicidade que não se encontram nos outros. E quando falham, isso não representa uma derrota para os atletas. Representa uma tragédia de contornos apocalípticos. Como explicar o fenômeno?

Infelizmente, com política. Os Jogos não são mero desporto para a China; são uma forma do regime mostrar superioridade perante o mundo (tradução: perante os EUA), vencendo mais medalhas e apresentando uma organização imaculada, onde o fogo de artifício é gerado por computador e crianças inestéticas são dubladas por rostos mais fotogênicos. Um atleta chinês, quando entra em cena, está em guerra diplomática. Perder é morrer.

Mas existe uma razão adicional e pessoal: há trinta anos que a China persiste na sua política do filho único como forma de limitar a explosão demográfica. E essa política tem um preço: quando os casais têm um único filho, a pressão e as expectativas de sucesso aumentam, esmagando os desgraçados. A China criou uma juventude admirável: pequenos monstros que jogam a existência, sua e dos progenitores, em cada prova desportiva ou académica.

A revista "Psychology Today" relembrou recentemente alguns números a respeito. Números que arrepiam. Anualmente, as universidades chinesas produzem 4 milhões de diplomados. Mas a China, apesar do boom económico, apenas consegue absorver menos de metade. O desemprego é o caminho para a maioria, isso numa cultura que nunca tolerou pacificamente o fracasso.

Moral da história? Para começar, o suicídio é a primeira causa de morte entre os chineses mais jovens (entre os 20-35 anos); e só entre os universitários, 25% têm recorrentes pensamentos suicidas (nos EUA, por exemplo, só 6%). Conta a revista que a China lidera os problemas psiquiátricos entre crianças e adolescentes, com 30 milhões a necessitar de acompanhamento psicológico, que aliás não existe: uma das heranças perversas da tirania de Mao foi percepcionar os problemas psicológicos como "anti-socialistas", enviando os "reacionários" problemáticos para campos de trabalho.

Sim, o Brasil pode lamentar as medalhas perdidas. Mas existe um prémio de consolação: os jovens brasileiros entram e saem da China com a cabeça intacta. A sanidade vale ouro.

João Pereira Coutinho, na Folha Online. [via Pavablog]

17 de ago de 2008

As Sagradas Entrelinhas

A pretensão piedosa de muitos cristãos de se apoiarem peremptoriamente no que dizem as Escrituras é no mínimo ingênua. Partem do pressuposto impensado de que há uma compreensão absoluta do que está escrito. Que por sua vez funda-se na idéia de que a verdade seja algo pronto, do lado de lá do pensamento, grafado no texto bíblico, apenas à espera que pessoas dela tomem posse.

A compreensão da verdade pensada assim elimina a mais humana das ações: a interpretação. Somos todos seres de interpretação. Uma vaca não interpreta, apenas reage. Uma pessoa não reage apenas, interpreta. Não há possibilidade de haver uma ação humana sem que também aconteça uma interpretação. Uma verdade nunca está do lado de lá pronta para ser possuída. Toda apreensão de idéias é um movimento impreciso e participativo de interpretação.

As páginas da Bíblia não são gavetas que guardam verdades, mas a coleção de narrativas e dissertações que nos convidam ao aprendizado. Nem seus leitores são desengavetadores inertes e neutros de conteúdos prontos. A Bíblia é um livro forjado com múltiplas interpretações. Desde sua escrita original, traduções e versões, o texto é marcado pela confluência de mentes que dela participaram. Juntamos a isso as teologias, tradições e culturas que têm na Bíblia ao menos uma referência de valor e temos um mundo indeterminado de olhares em suas páginas. Porque simplesmente é impossível à mente humana ler sem interpretar e interpretar sem entrar em conflito com outras e diversas interpretações.

Quem quer que afirme apoiar-se absolutamente no que dizem as Escrituras está na verdade dizendo que se apóia em uma tradição de pensamento e do que dela compreende.

O que chamamos de verdade bíblica é uma miragem. Porque não há possibilidade de existir um conteúdo de afirmações atemporal e universal. Por tudo o que já se disse acima. Ao entrar em contato com uma afirmação coloco em movimento todos os preconceitos, tradições, sentimentos, aspirações do meu tempo, questões da minha época, tudo o que em mim participa do modo como interpreto a vida e as pessoas à minha volta. A verdade é relativa a mim, e tudo o que em mim participa do que compreendo. A verdade é necessariamente provisória. Está sempre em construção.

O que chamo de verdadeiro não é um bloco maciço de idéias, mas um corpo inacabado e dinâmico de perspectivas. As verdades humanas nunca são absolutas, são sempre finitas e processuais. Qualquer outra candidata à verdade que se pretenda completa, universal e insuperável pelo tempo fala uma língua incompreensível à mente humana. Nada comunica. Não nos diz respeito. Nem dela podemos fazer referência. Se nos referimos a uma idéia, interpretamos.

Isso significa que sempre que alguém arroga para si a posse de uma verdade absoluta está de fato absolutizando uma versão, a que prefere os interesses de quem está acomodado ao que prevalece em seu mundo. A história não deixa dúvidas sobre os absurdos já cometidos em nome da posse inquestionável da verdade. Mas certamente o maior dos absurdos é a desumanização de todos que entram em contato com tal pretensão. Na medida em que uma idéia é absolutizada, as pessoas são pulverizadas. Quem sai em defesa da posse da verdade perde o outro de si mesmo, ou seja, a sua própria consciência e suas reivindicações por novas respostas. Perde também o outro além de si, ou seja, tudo e todos ao seu redor que divergem em busca do diálogo.

Quem quiser encontrar a Palavra de Deus e não perder a si mesmo e aos outros sob a prepotência de posse absoluta da verdade precisará ir além do que está escrito. Precisará abrir-se para fundir horizontes. De quem escreveu, da tradição e os de seu tempo. Precisará de modéstia para as alteridades envolvidas no texto. Precisará de compromisso com o seu mundo e suas dores. Precisará de imaginação e delicadeza.

Porque a Palavra de Deus não é a Bíblia, mas as suas entrelinhas.

Elienai Jr. [via Pavablog]

Salve-nos dos teus seguidores

Você já parou para pensar no que nós, cristãos, representamos para a sociedade? Que imagem refletimos àquelas pessoas que ainda não tem um relacionamento com Deus? Embora alguns arrisquem frases como: “Ah, nós somos luz nas trevas” ou ainda “sal para terra”, ao que tudo indica estamos mais para hipócritas do que para bons mocinhos. “Somos bons em dizer que Jesus veio para salvar a todos – mas temos a língua afiada para julgar e apontar os erros dos outros, dizendo “exceto, você, você e você”. A conclusão é do escritor e cineasta americano Dan Merchand, que acaba de lançar nos Estados Unidos um vídeo documentário intitulado “Senhor salve-nos dos teus seguidores” que entre tantas coisas mostra as incongruências e mazelas de um povo que diz seguir e acreditar em Deus.

Num estilo à la Michael Moore, afiado na retórica e no humor sadio, Merchand saiu pelas ruas de Nova Iorque questionando estranhos a cerca de suas opiniões sobre a representatividade do povo cristão na sociedade americana. Ele, que também é cristão e diz ter feito o documentário primeiro para si mesmo, quer explicar porque o tão pregado evangelho de amor está dividindo a América. Para ele “Nós estamos muito mais interessados em estar certos do que mesmo no evangelho de Jesus Cristo”.
O documentário inédito que se propõe a ser um espelho para todo o cristão, mostra o quanto nossa habilidade de julgar, diminuir, e nos separar do outros, seja por raça, denominação, orientação sexual, divórcio etc está mais aguçada do que o principio fundamental de amar ao próximo exigido por Jesus. No resumo da obra, se somos verdadeiramente representantes de Deus na terra, então, ou este deus é escrito com letra minúscula ou a assessoria divina deve ter cometido falhas no processo de seleção e recrutamento de pessoal.

MAIORES INFORMAÇÕES
http://www.lordsaveusthemovie.com/

fonte: Blog de Oziel Alves [via Pavablog]

16 de ago de 2008

O Cavaleiro e o Terrorista


Sexta à noite eu decidi que ia ter um sábado de adolescente. Acordei por volta das 11 e pouco (sem tentar adivinhar que horas eram... sim, tenho essa mania, mas tô dando um tempo nela), tomei banho, escutei uma musiquinha, me troquei e me mandei para o shopping.

Logo de cara me deparei com uma exposição de Harley-Davidsons, coisa que imediatamente quase acaba com meu sonho de sábado-jovem, já que me deu uma tremenda vontade de ser velho e ter uma daquelas motos e, bom, uma das coisas eu já consegui, e infelizmente não é a moto.

Subi até o cinema e comprei ingresso pra Batman – O Cavaleiro das Trevas, e depois fui comer, como um bom adolescente, no Burguer King.

Meu dia de adolescente começou errado porque eu me esqueci de uma regra básica: adolescentes andam em bando, e eu estava sozinho. Bom, tudo bem, o almoço e o cinema da tarde ainda significavam alguma coisa. Também reparei na quantidade de crianças feias passeando pelo lugar. Gente, o que tá acontecendo com nossas crianças?

Além disso, tinha um bando de fãs de Star Wars vestidos a caráter porque rolava algum evento sobre o assunto por lá. Então eu me deparo com aquele grupo de virgens aos 20, 30, 40, 50 anos vestidos de guarda estelar, Darth Vaders e mestres Yodas andando pelos corredores com a loja Levi’s de fundo. Tudo a ver!

A sessão começou mais ou menos pontualmente, e depois de 25 minutos de trailers e comerciais, finalmente veio o filme. Minha tarde de adolescente prometia logo nas primeiras cenas. Mas o filme foi indo, foi indo, e eu vi que tudo era assustador ou complicado demais pra um adolescente entender.

Na minha leitura, se trata de uma tremenda metáfora do governo Bush e a da política externa norte-americana. O filme ultrapassa de longe a categoria de filme de super-herói, e exibe na tela uma complexidade que muito filme metido a sério não consegue transmitir, com questionamentos políticos, morais, éticos e, claro, filosóficos. Fui deixando o adolescente de lado, e acabei vendo que pra encarar certas coisas é preciso ser adulto.

Toda a coisa não é muito diferente do que o que se desenrolou no mundo após o 11 de setembro. Um fanático maluco sem regras ataca como pode uma cidade e um outro fanático maluco que respeita algumas regras tenta capturar o primeiro, mesmo que seja necessário restringir algumas normas democráticas e ferir os direitos dos cidadãos comuns.

Coringa chega à cidade querendo causar o caos, e essa é a sua religião. Ele não mede conseqüências ou vidas para atingir seus objetivos, e nem mesmo teme pela sua própria vida, desde que ele cumpra sua missão. Batman quer devolver a ordem à cidade, e para isso é capaz de colocar a prova mais do que a sua determinação e sua vida, mas também a verdade por trás de seus atos.

À medida que a ação e os acontecimentos se sucedem, os problemas se tornam uma bola de neve, e cada ação que se julga certa se revela um erro com conseqüências cada vez piores, em que medidas paliativas só se mostram potencias complicadores futuros. Ou seja, um presidente decide invadir de forma arbitrária um outro país, e dessa invasão o resultado é toda uma ninhada de possíveis terroristas (ou bandidos no caso de Gotham). É exatamente o que Batman acaba fazendo em cada uma de suas ações. Acreditando que está certo, ele comete um erro atrás de outro, até se ver em um beco sem saída em que, de certa maneira, ele acabou servindo mais contra do que a favor da população de sua cidade.

Assim, é nos mostrado um mundo sem polaridades definidas, em que todo mundo pode ser mocinho ou vilão, todos podem ou não ter razão. A ideologia e a religião são objetos perigosos de motivação, levando uma pessoa a cometer indefinidamente os mesmos erros em nome do que acredita, seja essa crença política ou religiosa.

Para um filme de super-herói, Batman chega (pelo menos na minha cabeça) até mesmo a remeter aos Demônios de Dostoievski, livro que antecipou em muitos anos toda essa organização de mundo em que vivemos hoje e que marcou as revoluções e conflitos do século XX. Ali, um jovem idealista é capaz de tudo para atingir seus objetivos, e nessa equação não entra questões humanas, mas sim questões de ordem geral. E para isso ser atingido, o ser humano pode ser ignorado.

Alê Duarte, no Haja saco. [via Pavablog]

O Denominacionalismo é Contraproducente


Outro problema oriundo do moderno sistema denominacional é que ele arrebenta aquilo que afirma proteger e preservar. Derruba eficazmente aquilo que pretende edificar! O denominacionalismo Protestante, como as típicas práticas sectárias e tortuosas do Catolicismo Romano, se deteriorou a ponto de converter-se em uma instituição humana que vomita despotismo contra seus dissidentes. Defende solicitamente seus adeptos, enquanto condena os demais por supostas violações doutrinais.

É por esta razão que Paulo repreende os cristãos de Corinto contra o partidarismo e as divisões (1Cor. 1:11-13; 3:3-4). Hoje em dia não é menos escandaloso o ato de violentamente impor à família de Deus a camisa de força do partidarismo denominacional. Incidentalmente, muitas das igrejas chamadas não-denominacionais, inter-denominacionais e pós- denominacionais são tão hierárquicas e sectárias como as grandes e antigas denominações. Estas também pertencem ao “sistema denominacional”.

Na verdade é surpreendente a forma como o sistema denominacional realmente perpetua a heresia – aquilo que se propõe refrear. Vale a pena pensar nisto. Se a natureza autônoma de cada igreja fosse preservada, a propagação do erro seria quase sempre localizada. Mas quando uma sede denominacional se infecta de um falso ensinamento, cada igreja conectada com ela abraça a mesma falsidade. É assim que

a heresia se difunde! A autonomia de cada igreja dificulta o surgimento de algum falso mestre ambicioso que tome o controle de um grupo de igrejas. Também é virtualmente impossível emergir a “figura de um Papa”. Diferente de uma denominação, onde todas as igrejas relacionadas ficam em pé ou caem.

Não é difícil provar que formar uma denominação é cometer uma heresia. O pecado da heresia [Grego: hairesis] consiste em seguir os próprios dogmas. Deste modo, uma pessoa pode ser um herege com respeito à verdade se a usa para fraturar o Corpo de Cristo. As denominações são formadas quando alguns se separam do Corpo de Cristo para seguir suas doutrinas ou práticas favoritas.

Embora a igreja institucional se jacte de estar “coberta” por uma denominação, na realidade nela se permite menos “prestar contas” cara a cara do que nas modernas igrejas moldadas segundo o padrão do primeiro século. Na típica igreja evangélica, se diz que o pastor “cobre” a congregação. Mas na maior parte das igrejas deste tipo, o grosso da congregação mal conhece o pastor! E menos ainda uns aos outros! Não raramente os “cristãos praticantes” trocam apenas três frases em um típico culto dominical. Mas em uma igreja que segue o modelo do NT, todos os irmãos se conhecem estreitamente, inclusive os obreiros de fora que ajudam a igreja (1 Tes. 5:12a).

Em suma, a “cobertura denominacional” é artificial, e está confinada aos limites seguros de sua própria e inerente superficialidade. Mas o desejo de Deus é que Seu povo encarne os valores da vida e do ensino de Seu Filho em uma comunidade onde possam estar na intimidade, cara a cara. De fato, este desejo constitui o mais precioso em Seu eterno propósito (Efe. 2:18-3:11).

Em suma, a sujeição mútua mantém a igreja como uma comunidade estreitamente unida. A “cobertura” denominacional a converte em uma sociedade hierárquica!


Frank A. Viola em Quem é tua cobertura?


Posts que dão continuidade à discussão: Placas, Diferenças Doutrinárias, Cristo é insuficiente, Mensagem aos "sem igreja", Você é livre? Ou pensa que é?

Uaidoiuanaquilme?


Interrogatório do Batman com o Coringa... Muito esclarecedor! [rs]

15 de ago de 2008

Ministro não é político e político não é ministro

Outubro está chegando e as movimentações políticas já se dão de maneira voraz, os carros de som já transitam sobre os bairros, os muros já estão com as “caras” pintadas, as faixas já estão estendidas nas principais avenidas das cidades – em breve as mídias televisivas e radiofônicas serão infestadas por promessas “que até Deus duvida”.

Muita coisa incomoda no exercício da política brasileira pelos políticos brasileiros (e estrangeiros), mas nada mais incomoda do que os ministros evangélicos que fazem uso de seus chamados para se promoverem.
São pastores, bispos, evangelistas, presbíteros, diáconos, apóstolos, e etc., todos querem uma cadeira e um gabinete até 2012, porém, tem alguma coisa errada aí.
É inadmissível que um ministro separado pela igreja e aprovado por Deus deixe seus exercícios eclesiais em prol dos exercícios políticos, é inaceitável que haja, ao menos, uma conciliação entre as duas atividades, mas muito mais inconcebível é o que se vê há muito tempo, homens e mulheres que se dizem chamados por Deus ao ministério valendo-se deste chamado para a promoção de uma carreira política – algo totalmente escuso de sua “eleição” eclesial.
Enquanto a igreja evangélica brasileira sofre com a carência de homens e mulheres que correspondam aos desígnios divinos para a igreja, grande parte dos que, num primeiro momento, aparentam terem sido escolhidos por Deus para o exercício eclesial está se “vendendo” às propostas partidárias e eleitoreiras – se por dinheiro, fama ou gama não sei.
Já se escutam as vinhetas: vote no pastor fulano, dê sua confiança ao presbítero beltrano, nessas eleições, acredite e vote no diácono sicrano.
Lendo os Atos dos Apóstolos decidi me aprofundar nas palavras dos apóstolos aos irmãos da igreja primitiva quando esta enfrentou sua primeira crise: “Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa (servir a igreja na distribuição de alimentos) e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra”. (At 6:3,4 – NVI)
Não há como se esconder desta verdade, todos eles – diáconos e apóstolos se consagrariam aos seus devidos ministérios: diáconos à distribuição de alimentos e apóstolos à oração e à pregação.
Uma das definições para o verbo “consagrar”, usado pelos apóstolos, é entregar-se exclusivamente a alguma função, portanto, todo ministro que serve a igreja deve, tal como os apóstolos, entregar-se exclusivamente ao ministério – isso não quer dizer que não se pode trabalhar como meio alternativo de sustento, mas quer dizer que o título ou a designação estão especificamente atrelados à função eclesial, ou seja, se você é um pastor, você o é para a igreja e na igreja (afinal, onde é o aprisco das ovelhas?).
Enfim, ministros não são políticos e políticos não são ministros, se um ministro está disposto a abrir mão de seu chamado para servir a política este não foi aprovado por Deus, é um desertor – ou servirá a igreja ou ao estado?
Paulo deixou isto muito bem claro, aliás, ele colocou uma pedra sobre este assunto escrevendo aos Efésios: “Ele (Cristo) designou alguns para apóstolos, outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”. (Ef 4:11-13 - NVI)
Eu já me decidi, não darei o meu voto a nenhum candidato que levar à sua campanha sua ordenação eclesial, aqueles que assim o fazem não são genuínos ministros e muito menos políticos exemplares.

Fonte: Celebrai!


Éh... já que defendem o profissionalismo eclesial, então que façam jus à concepção que fazem de ministério... Ou uma coisa ou outra... Torno a repetir, a Igreja Católica demonstra-se muito mais ética nesse sentido, já que quando um sacerdote seu envereda pela política, de imediato é afastado do seu sacerdócio... Afinal, a História nos mostra tão bem os estragos do vínculo entre "Igreja" e Estado... Porque teimar?!!!