2 de abr de 2009

Sobre jacarés e lobisomens (1)


Vou tentar desenvolver um pouco da minha opinião, ainda informe, sobre a questão homossexual em nossa sociedade, no tocante à união legalizada.

Para esclarecer, não sou moralista, nem fundamentalista, nem discípulo do Julio Severo (rs) e muito menos homofóbico. Quem acompanha a proposta do blog percebe o quão pouco convencional sou. Tenho amigos gays, não colegas, amigos mesmo... enfim...

Como cristão, não compactuo com a prática homossexual, tanto quanto não compactuo com a prática da enganação, da violência, da prostituição, da pedofilia, etc, etc. Ainda como cristão, não intrometo na vida de um cara que encontrou prazer inusitado em oferecer o orifício rugoso a outrem, diga-se de passagem, do mesmo "time". E mesmo que, por mais que me esforce por entender - e não entendo - o cara não preferir uma mulher, que ostenta um corpo cuja as linhas são de causar portentosa inveja em qualquer projetista, cujo bumbum, ah! o bumbum... é um ode à sensualidade, à beleza, à arte escultural, é um símbolo... os seios, nem é preciso falar muito. Desde ainda bebês de colo já nos deliciávamos com eles, com a desculpa de que queríamos leite. Infelizmente crescemos e a desculpa já não cola tão bem... a pele da mulher, o cheiro, o gosto da boca, a maciez das mãos... Oh, God! Vou parar por aqui porque por mais que tente não podería compreender um homem preferir um homem a uma mulher. E olha que até entendo uma mulher preferir uma mulher porque mulher é tão bom, mas tão bom... mas, tão bom que às vezes acontece de uma delas cair em si e perceber isso (rs).

Então, como ia dizendo, não tenho o direito de condenar ou julgar os homossexuais. Aliás, ninguém tem direito de condenar e julgar ninguém. Mas, quero tratar dos aspectos que me incomodam no âmbito social e ideológico. A sociedade avança a passos largos, todos sabem. O que outrora era tabu, já não é mais. Vivemos em uma sociedade sexualizada, fato. Atualmente fala-se muito da polêmica PL 122 que tramita no Senado. Em meio a tudo isso o que me preocupa não são os homessexuais e seus estilos de vida, sua homossexualidade. O que me preocupa é o homessexualismo. Isso mesmo, com "ismo". Essa perspectiva doutrinária, ideológica e até "religiosa" dos homossexuais e simpatizantes (o que é um simpatizante? existe simpatizantes de héterossexuais?) me causa certo incômodo.

Querendo ou não, sei que o pós-modernismo e sua relatividade está aí, e tentar manter uma opinião quase retrô não é o jeito mais descolado de ser um "nice guy". É que em meio a tanto "open your mind" e "free your mind" fico com a sensação de que tudo ainda vai dar em "merda", como diria o Capitão Nascimento.

Em alguns países o casamento gay já é uma realidade com respaldo na lei. Não tenho nada contra um casal gay se unir e morarem juntos. Como já disse, não é da minha conta. Mas, casamento? Matrimônio? Não sei se estou pronto para engolir... não sei se estou pronto - e talvez nem queira estar - para passear com meu filho no parque, em meio a outras famílias, casais de namorados, cachorros, crianças, casais homossexuais e, ocasionalmente, ouvir meu filho indagar:

- Papai, quando crescer posso casar com o Pedrinho? Gosto muito dele... meninas são chatas! Não gosto delas...

Meu medo é ver os limites serem totalmente extinguidos da sociedade. Quebrar paradigmas é necessário, mas, romper totalmente com uma estrutura humana tão natural da sociedade, tão inerente, tão Divina... me assusta! As pessoas são livres, vivemos em uma democracia... se a maioria permitir a implementação de leis que mutabilizem o conceito utópico de família, que ainda carrego, eu como minoria devo prestar meu respeito e aceder à opinião majoritária.

Mas, o que fazer com os casais gays que queiram se unir como marido e mulher? Aliás, deveríamos criar outros termos? Como marido e marido, mulher e mulher? Ou, "eu vos declaro parceiro ativo e parceiro passivo"? E entre mulheres? Existe ativa ou passiva? Desculpem minha ignorância nesse sentido. Me pergunto, quais alterações retroativas deverão ser feitas para viabilizar o casamento gay em nossa Constituição? Presumo que a definição de família deverá ser adaptada.

Seria injusto dois gays que viveram juntos há anos, que batalharam para ter seus bens materiais e, no fim das contas, se separam e deparam-se com nenhum respaldo legislativo que os conduza a um "processo de divórcio". Será necessário instituir o casamento gay para resolver esse problema? Não acho necessário. Pode-se muito bem articular contratos que terão os mesmos resultados. Tá, não dá na mesma que casamento civil? Quase. Mas, como disse, minha inquietação é com a parte ideológica, doutrinária da coisa... talvez apenas trocar os nomes dos documentos me causasse maior alívio. Hipocrisia?!

No final das contas, meu receio é ver a Família deformada... é ter a impressão de que uma sociedade relativista, pós-moderna demais, com argumentos viáveis, dificilmente contestáveis e bem construídos, se achegue cada vez mais perto daquela sociedade vítima de um fenônemo celeste trágico.

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15 comentários:

  1. Seu pensamento é o mesmo dos conservadores, e realmente há muitas maneiras viáveis para satisfazer a ânsia por direitos dos homossexuais (E olha, com certeza nem precisaria de uma legislação especial para isso, as leis que aí estão já servem pra eles).

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  2. Parafraseando um grande amigo meu, para opinar em casos como esse é necessário adotar a postura antropológica tão difícil de colocar-se efetivamente no lugar do outro. Nesse caso, para os 'heterossexualistas' (heterossexualismo, para mim, também é um problema grave) é quase impossível. Por isso não acho certo dizer “sim” ou “não” a essa questão baseado apenas em nossa mente. Teríamos que adentrar o coração do outro. E, para isso, é necessário que ele nos conduza. Ter amigos gays não basta. É preciso querer ser "o amigo" de um gay e deixar que ele seja "o amigo". Mas normalmente o gay é sempre "o amigo gay", raramente "o amigo". Toda opinião fora desse parâmetro, para mim, será sempre pré-conceituosa.

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  3. Então, Charles...

    Também acho que as leis vigentes poderíam cumprir a ânsia dos homossexuais. O problema é convencê-los disso... rs

    O preconceito, a repúdia e a ignorância em relação à homossexualidade é que os compelem a buscar uma "normalização", uma equiparação p/ evitar tais sentimentos mal conduzidos.

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  4. O grande problema dessa tal "causa gay" é a busca de seus ativistas pela imposição de sua ideologia sobre toda a sociedade. Eles não aceitam opiniões contrárias às suas e tudo o que se fala contra é motivo para "chiliques". Querem que a sociedade não só os aceite mas que concorde com o homosexualismo.

    Como eu li um dia desses: "Se querem ser gays, que sejam. Mas que parem com viadagem."

    Não sou obrigado a concordar com nada. Respeitar eu respeito, mas nada vai me fazer ser a favor de algo que eu nao concordo. Prefiro ser tachado de careta e homofóbico como fui tratado em um texto que escrevi na Papo de Homem (http://papodehomem.com.br/projeto-de-lei-50032001-combate-ao-preconceito/#more-1537), mas jamais vou abandonar minhas convicções.

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  5. Hugo,

    Embora eu brinque com o fato de não entender um homem preferir sexualmente outro homem, até porque nesse sentido não consigo ser empático "de jeito maneira" rs, consigo sim me colocar no lugar deles. Na verdade, o lugar deles é um lugar desconfortável, reprimido, vitimado,incompreendido e escasso de aceitação, de respeito...

    Mesmo dentro da família, muitos sofrem com as reações violentas, totalitárias e preconceituosas em relação à homossexualidade deles.

    Colocar-se no lugar de um homossexual hoje, em um certo nível, seria como colocar-se no lugar de um escravo negro no passado.

    Todos tem em comum a repressão, a discriminalização e o embargo social.

    Mas, até q ponto o outro deve me conduzir? Qual o limiar ideológico na formação da opinião?

    Ex. E os que lutam para que o sexo c/ crianças seja legalizado? Mesmo q sem consentimento delas...
    Para eles a criança tem uma sexualidade que deve ser explorada com adultos... depois q o tabu e a polêmica não forem mais a homossexualidade, virão outros tabus e outros estilos de vida querendo seu lugar ao Sol da Sociedade... posso apostar que um próximo movimento serão os grupos que gostam de transar com animais. E vão querer poder serem reconhecidos como casados com uma cabra, uma égua, um cavalo, um cachorro, etc, etc...

    Já existem os transgêneros que questionam as "convenções?" de gêneros sexuais da sociedade (não seriam tácitas?)...

    Até que ponto devemos permitir uma auto-indulgência dos nossos princípios em favor da empatia?

    Minha preocupação é generalizada... veio a calhar com a homossexualidade eventualmente. Mas, os rumos "morais" e "ideológicos" da sociedade é que me assustam...

    ... o que me preocupa é a falta de escopo, parece-me que não existem limites! "everything is permitted", "there is no right and wrong"?

    Até que ponto o Amor é passivo, tolerante e indulgente com tanta relativização?

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  6. ah, Thiago,

    um homem pode escolher se quer ou não se casar com outro. um hetero não será obrigado a isso por ser permitido pela lei. já uma criança não é legalmente capaz de escolher. sobre o lance da cabra abro mão de comentar. uma comparação radical e esdrúxula.

    de boa, continuo sem entender essa preocupação com a atitude do outro. e pronto! hehe... pra mim, morreu!

    abraço e parabéns pelo blog!

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  7. Hugo,
    Vejo que a preocupaçao com a atitude do outro se torna importante quando essa atitude causa impacto na sociedade. É muita inocência pensar que o casamento homossexual vai impactar em nossas vidas. Imagino o dia em que um lider cristão vai ser intimado a celebrar um casamento homossexual (coisa que está contra os principios por ele adotados) porque a lei dá respaldo para tal.
    Sem falar na influência que isso traz sobre as crianças, é como o exemplo que já foi dado: "imagine seu filho com 8 anos de idade te perguntando se pode casar com o Pedrinho porque não gosta muito das meninas". E isso sem ter tido tempo para amadurecer e entender melhor a propria identidade.

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  8. Mendanha, talvez tenha sido uma leitura rasa, mas pelo que percebi toda a base da argumentação está no medo de num futuro ver casais homossexuais em público. Oras, se para os puristas antigamente liberar calça para uma mulher usar era o medo de que a sociedade se deteriorasse não vejo em que sua opinião diverge da fundamentalista. Isso não é uma ofensa, como disse, talvez uma leitura rasa demais.

    Família é um conceito. Que como qualquer outra definição é afetada por um conceito maior, no teu caso o cristianismo. Não há que se dizer em alterar o conceito de família por conta da união homossexual, mas sim a homossexualidade alterar o conceito por si só... afinal é evolução da sociedade. Mesmo que para um cristão isso seja depravação.

    Oras, vamos limitar os direitos dos outros somente porque segundo nossas definições eles não se encaixam?

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  9. Rap, medo de ver casais homossexuais em público até que não porque já os vejo regularmente (rs)

    Como mencionei no início, minha opinião ainda é informe, daí a importância da discussão multilateral que tanto aprecio no blog, por meio dos comentários.

    Como disse no desenvolvimento da idéia, sei que a pós-modernidade está aí e a união civil de homossexuais no Brasil é só uma questão de tempo para concretizar-se. Disso não tenho dúvidas!

    E não vou sofrer mais por isso do que sofro com problemas maiores no que diz respeito à família: pedofilia, abuso e violência, prostituição infantil, etc, etc...

    Como comentei, meu receio é generalizado e neste texto pouco definido, apenas expresso uma faceta menos atenuante em minhas preocupações com o rumo da sociedade.

    Ainda tenho dúvidas quanto à minha opinião. Será que sou um fundamentalista enrustido? Não sei... talvez um neoconservador, sei lá! O fato de atentar para a inexistência de limites morais talvez revele esse lado mais retrô!

    Bem, também não sou chegado aos extremos... não aprecio a polarização de filosofias, ideologias e argumentações.

    Questiono até que ponto devemos "abrir as pernas" para os caminhos que a sociedade toma por si só... como é que posso ser a luz e o sal que Jesus disse para eu ser? Por que o meu conceito maior tem de ser sobreposto ao conceito maior dos outros? Há um quê de injustiça nesse modo de pensar. Só porque, como cristão, carrego o estigma generalizado de fundamentalista tapado, preconceituoso e isento de respeito e amor pelos diferentes de mim, não posso ostentar princípios fundamentais da minha fé sem que seja classificado por esse estigma? Até que ponto devo concordar com tudo e todos a fim de posar de cristão legal, ecumênico, liberal e bem ajustado?

    Se formos parar para pensar, há uma certa repressão subversiva contra os preceitos básicos cristãos, que sofrem por causa do passado daqueles que outrora representaram estes preceitos.

    Ao final do texto, eu digo que meu medo é que essa sociedade percorra o mesmo caminho daquela sociedade vítima de um fenômeno celeste trágico. E é aí que me pergunto: isso é uma sociedade evoluída?

    Porque creio que o ápice da evolução humana seria o estabelecimento e implementação total do Reino de Deus. E, talvez seja só impressão minha, mas os rumos que a presente sociedade toma não apontam para esse Reino!

    Rapha, obrigado pela contribuição... preso muito por ela!

    Abraços!

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  10. Homossexualismo não é opção! É muito pior, quem dera que fosse apenas questão de escolha, infelizemnte não é... é algo mais intríseco.

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  11. Devido a complexidade do assunto, deixo claro que não conseguiremos resolve-lo num post ou comentário.
    Não sou homofóbico - odeio homofobia - porém, não posso negociar alugns princípios.
    A Constituição Federal de 1988, diz que casamento é prerrogativa de família e que casamento se dá com duas pessoas de sexos opostos. Ainda que alguns defendam a alteração deste preceito constitucional, jamais o negociarei. Pra isso sou conservador - se é que isso é ser conservador.
    Não concordo com o homossexualismo, porém, amo os homossexuais. São pessoas que merecem o respeito e o carinho de nós, os cristãos; porém, jamais terão suas práticas apoiadas pelos preceitos bíblicos.
    Defendo que o Estado quanto tutelador dos interesses sociais, deve sim instituir algo que defenda a união homossexual, que lhes resguardem o direito da coabitação, porém, o casamento não pode ser.
    Do mesmo jeito que os homossexuais podem escolher, eu tb posso não aceitar sua decisão de ser homossexual.
    Uma das coisas mais ridículas que um Estado democrático de Direito pode pensar é impor aos ministros religiosos que façam casamentos gays, isso feri o princípio da liberdade - quando não o da liberdade religiosa tb.
    Enfim, é isso que penso e é isso que defendo, não abro mão de princípios éticos-divinos, não negocio a verdade.

    Forte abraço, estou preparando um post sobre este assunto.

    PAX!

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  12. thiago, quando tu usa o exemplo do filho de 8 anos é interessante...

    vc relembra a influência da sociedade na formação da criança, isso é realidade...

    mas nem tudo que há na sociedade é correto, por isso que meu pai sempre me ensinava e explicava o que era correto segundo Deus em casa, confrontando o que era normal em qualquer outro lugar onde não se procura fazer a vontade de Deus.

    é muito importatnte esse teu exemplo, mas ele tbm revela o outro lado, que devemos dar uma atenção redobrada á educação infantil no lar... e não deixar para a sociedade o papel educação sobre orientação sexual, como cristãos sabemos que homosexualismo é pecado, se não queremos que nossos filhos cometam esse pecado, devemos educálos à não cometê-lo, e orientálos que o que a sociedade diz ser correto não o é pq é pecado.


    sabe aquela frasesinha "quem é sujo suje-se ainda mais, quem é limpo limpe-se ainda mais"... mais ou menos isso...

    embora esse meu texto tenha cara de homofóbico, desculpem, não o é, só estou separando orientação sexual conforme os princípios de Deus, de orientação sexual segundo as regras de convívio numa sociedade que não põe em seu centro o Deus que criou tudo o que permite que ela exista.


    quanto à questão de casamentos homosexuais.....


    acho que em um post aqui no seu blog vc publicou um texto sobre casamento... se foi.. é interessante aquilo...

    o casamento que Deus criou era a união entre o Homem e a mulher... nesta união eles viveriam juntos até o dia que um dos dois morrer, e durante ela eles teriam váaarios filhos.... e ainda é isso que chamamos família., com tempo alguém teve a idéia de inventar o homosexualismo, se esse alguém gostou.. tá... a vida é dele...
    o casamento não tinha nada a ver por muito tempo com religião, simplesmente as famílias dos noivos faziam uma festa de arromba pra comemorar a união dos 2.... tipo algumas festas de aniversário de nossos dias atuais...

    mas aí inventaram a religião organizada.... que casava a galera... depois o poder dessa religião caiu um pouco e o do estado aumentou, agora é o estado qeu regulariza o casamento, como nossa sociedade é toda regida por uma constituição, um código de leis bastante complexo... faz bastatne sentido o que diz respeito ao casamento entrar nessa lista de leis...

    o casamento não é mais religioso.

    um casal homosexual tem tanto direito de ter sua fé quanto um pastor ou padre , mas isso não dá o direito do pastor ou padre ter seu direito violado por conta da crença do casal gay.

    é a sociedade que assegura esse direito ao casal gay, não é a religião,

    deve-se estabelecer limites entre os direito á religião e os direitos assegurados pela sociedade.

    assim como um pastor tem direito à não negar a sua fé e não ser obrigado a realisar um casamento que ele não concorda, algum religioso estremista asseguraria que poderia fazer sacrifícios humanos pq ele tem direito à isso, e pq a vítima sacrificial concorda... e aí como é que fica?..

    é possível discutir esses limites, sem mal-resolvêlos quanto ao direito à vida, nem quanto à liberdade do indivíduo?.

    qual é o limite entre o fim da liberdade de uma pessoa e o começo da outra?... ele está mais proximo da "uma", ou está mais próximo da "outra".... ou será que ele está no meio?

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  13. Minha opinião é a de que, sendo o homossexualismo uma realidade (hoje falam inclusive em homoafetividade para tirar o "ismo"que você menciona), impossível deixar a lei de tratar dela.

    Não acho que as leis atuais sejam suficientes para regulamentar a situação. Existem princípios que poderiam ser aplicados mas a estrutura do judiciário é antiquada e extremamente tradicional, jamais aplicariam tais princípios (como o da dignidade da pessoa humana) aos homossexuais discriminados pela sua escolha sexual.

    Não acredito que se possa falar em casamento, mas pq não reconhecer a união estável entre esses casais.

    Sobre o choque que se possa causar, o Projeto de Lei é claro no sentido de de garantir ao homossexual uma conduta igual à do heterossexual. Então é uma adequação de lugar, de situação. Para isso acho que muitos homossexuais terão que abandonar a postura de "fazer o mundo aceitar de qualquer forma sua escolha sexual".

    Portanto, a demonstração de afeto deve ser condizente com o local, horário, situação em que se encontram.

    Fiquei sabendo de um professor meu que levou os filhos para assistir uma sessão do "procurando nemo" na parte da manhã de um sábado e um casal de lésbicas ficou aos beijos abraços e um pouquito mais em uma sessão repleta de criança. Um casal heterossexual seria repreendido, mas a direção do cinema ficou com receio de repreender e ser punido por discriminação.

    Acho que estas últimas situações é que terão de ser revistas, mas isso exige a revisão do próprio movimento de defesa desses grupos.

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  14. faltou acrescentar a indicação ao site da desembargadora Maria Berenice Dias, uma das vozes mais ouvidas quando se fala em direito de família e quem criou a expressão homoafetividade.

    site:
    www.mariaberenicedias.com.br

    entre os artigos sobre homoafetividade destaco: "Uniões homoafetivas: uma realidade que o Brasil insiste em não ver"

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  15. Lívia, muuuito obrigado por sua contribuição neste tema!

    Concordo quando vc diz que devemos reconhecer a união estável entre homossexuais.

    E quanto a perder o "ismo", seria de fato muito mais interessante, principalmente se isso viesse da parte dos homoafetivos.

    Afinal, ninguém ganha respeito com ataque violento à liberdade de expressão.

    Mais uma vez, valeu pelas dicas de leitura que nos enriquecem - principalmente a mim - e nos dão a oportunidade de aprofundar melhor...

    Abraços!

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