2 de mai de 2009

Porque o “trabalho” da Igreja Universal não vale um vintém


Ao criticar essa perversa instituição é possível encontrar sempre alguém por perto, cristão ou não, para justificar o belíssimo trabalho que a frequencia nos cultos foi capaz de realizar: jovens libertos das drogas, famílias restauradas, dívidas pagas, e mais uma série de jargões feitos para uma publicidade lucrativa do perfeito viver burguês , tão sonhado no nosso país emergente.

Fato é que a tal “libertação” do mundo das drogas e do alccol pode ser alcançada, a preços bem mais justos, se me entendem, em um grupo de ajuda como o Alcoólicos Anônimos. E a bela família restaurada está disponível para todos em breves visitas a um terapeuta. Dívidas pagas passam por negociação, parcelamento e boa administração dos nossos escassos recursos.

Vê-se que muito do que se prega não passa de anseios do homem moderno, atraído pela fantasiosa vida vendida nos comerciais de TV. Uma instituição como a do Bispo Macedo, aproveita-se dessas vontades e mostra o atalho, que, como todos sabemos, é balela.

Alguns devem estar a se perguntar: Thiago, você não dá valor a obra do Espírito Santo nas transformações dessas vidas que frequentam a Igreja Universal? Não, não dou!

Eis a explicação: você acha que a tal suposta obra do Espírito iria se adaptar para atender ao modelo de vida perfeito que criamos depois da Revolução Industrial? Pois é, vá aos exemplos da Bíblia e aí serás capaz de achar, em abundância, uma série de famílias tão perturbadas, ou até mais, que a minha e a sua:

  • Davi , homicida e pulador de cerca
  • Adão e Eva e sua complicada relação de casal
  • Noé, o dançarino peladão e pinguço familiar
  • Arão e Miriam, os invejosos
  • Moisés, o irritadinho
  • José e seus “adoráveis” irmãozinhos
  • Jacó e sua índole altamente “confiável”

Agora você pode alegar que os meus exemplos são restritos ao antigo testamento. Pois bem, são, e isso não faz diferença, já que a a morte de Cristo não garante restauração familiar para ninguém. E se formos observar muito bem, os valores da família passaram a ter pouquíssima importância no Novo Testamento. No lugar do “afeto sanguineo”, Jesus afirma novos valores de coletividade e amor ao próximo. Ele mesmo não era do tipo “almoço no domingo na casa da mamãe Maria”.

Outro fato importante a ser considerado é a nossa herança cultural. Desde quando a obra divina é guiada pelos critérios do homem moderno, ou seja, suas definições do que é bom ou ruim? Se, na nossa concepção atual, o ato de usufruir da maconha é algo ruim, isso não significa que esse mesmo critério é válido para Deus. Podes alegar que não o é pelo fato de que a Bíblia pede-nos a seleção do “bom, perfeito e agradável”, mas há diferença de valores sob a perspectiva divina versus ponto de vista humano. Não devemos jamais pensar que o “olhar de Deus” limita-se ao modo de viver ocidental, no qual fomos criados.

Logo, não há valor nenhum no trabalho da Igreja Universal, e de boa parte dessas comunidades cristãs, pelo contrário, é até prejudicial, diferente de grupos de ajuda como o A.A.. É importante ressaltar que transformação moral não tem nada a ver com obra do Espírito. Aliás, até mesmo outros animais podem experimentar mudança de conduta, de acordo com os valores daquele ambiente no qual é adestrado.

Thiago Bonfim no Livraria do Thiago

10 comentários:

  1. Cuidado com a blasfêmia... não cabe ao ser humano julgar aos outros, cuide de sua própria vida e procure edificar as outras pessoas e não perca tempo em criticar os outros. Graça e paz.

    ResponderExcluir
  2. Anônimo
    Diversas vezes eu vejo, na bíblia, Jesus criticando os fariseus. A propósito,seguindo a sua linha de raciocínio,você também está julgando o autor. Hipocresia?

    ResponderExcluir
  3. anonimo 2

    Primeiramente, relembro a vc que Jesus era a própria verdade(= ele podia, pode, e poderá julgar-nos, até mesmo por que ele será nosso Juiz), entendeu a diferença?. Quando a Bíblia afirma que devemos ter Jesus como modelo a ser seguido, certamente isto não esta incluso, pois a ressalva é feita pelo próprio Jesus, ver Mt. 7 - Sermão da montanha... Ahhh, leia também Mc. 9. 38-41
    Segundo, o comentário que fiz não teve juízo de valor, foi uma simples afirmação, ou conselho, como queira... derrepente não tenha me expressado direito... Seria julgamento se disse-se que a atitude dele não foi correta mas não, "apenas deu um toque", entendeu a diferença?
    Cada um é responsável por seus atos... Ele que faça o que quiser...
    Sou um ex-membro da IURD, me converti através desta Igreja e vi muito mover de Deus ali dentro. Não concordava com alguns posicionamentos (o alvo do cristão deve ser sempre a salvação), procurei outra Igreja. Ainda assim não falo mal.
    alexandre

    ResponderExcluir
  4. Conforme o anônimo "Jesus é nosso Juíz"... gosto desse conhecimento pífio que alguns apresentam para discorrer a respeito das Sagradas Escrituras... meu caro.. sim a Universal fede, não pelos seus membros mas pelo seu clero... e Jesus não é Juíz.. leia a Bíblia ele mesmo diz que não veio para julgar (João 12.47) Ele veio para salvar o mundo.

    Não creio que falar de uma instituição que investe milhôes para apresentar a Olímpiadas de Londres em sua TV e pede miséria ao povo de Deus para patrocinar um blog de seu bispo seja fazer julgamento... nem mesmo temerário... são fatos todos os dias e semanas há muita anos lançados na mídia... uma igreja que só vive para enriquecer seu clero já bastante abastado.. e contaminado também

    ResponderExcluir
  5. opa, opa, opa... "o alvo do cristão deve ser sempre a salvação" ????

    soa muito pouco altruísta, intrinsecamente egoísta, centrista e indiferente.

    Salvo esta "salvação" mencionada seja a do próximo, do bairro, da cidade, do Estado, do país... então até que a sentença não soa mal. Mas, se fez-se menção à "salvação" individual não fez mais que replicar a anedota protestante que limitou a proposta do Evangelho para o bel prazer individual refletido na "salvação", na "benção", no "dom", no "poder", na "unção", na "cura", etc, etc...

    Julgar e criticar separam-se por uma linha tênue. Ou se incorre no erro de não criticar, não analisar e não denunciar por medo de se estar julgando ou pensa-se estar criticando, analisando e denunciando enquanto está julgando. Cabe a cada um a maturidade necessária para distinção das duas. O que não pode ocorrer é ficarmos calados com tanta discrepância e distorção do Evangelho feita por clero ganancioso, de mente cauterizada e fruto do sistema capitalista mais selvagem.

    abraços a todos!

    ResponderExcluir
  6. Hum,sua linha de raciocinio é muito estranha,não consegui acompanhar esse raciocinio,vc não acredita que Jesus possa mudar as pessoas? sua vida?suas neuras ?

    ResponderExcluir
  7. concordo com o alexandre, minha opinião pessoal é q não deveriamos perder tempo criticando dessa maneira qualquer instituição, nunca fui e não pretendo ser da universal, tbm não discordo de muitos pontos colocados no texto, mas acredito q nosso papel é instruir as pessoas a fazerem oq é correto, não ficar apontando erros/falhas/pecados/atrocidades porae...

    Que a Paz de Cristo, a paciência, e compreensão esteja em todos (:

    ResponderExcluir
  8. Eu te indiquei para o selo Grandes Pensadores da Blogsfera. Pega lá seu selinho!
    A PAZ!

    http://genizah-virtual.blogspot.com/2009/05/selo-grandes-pensadores-da-blogosfera.html


    Danilo, do Genizah

    ResponderExcluir
  9. Palavras bonitas, palavras dificeis, comentarios explicitos, desabafos, julgamentos etc...etc...etc...isso muda alguma coisa na vida destes despostas...o melhor modo de mostrar a nossa indignação é fazer algo que não é feito...e não precisamos da maioria e sim da minoria...

    ResponderExcluir

Fico muuuuuuuito feliz com a iniciativa de deixar seu comentário. Aqui você pode exercer sua livre expressão e opinião: criticar, discordar, concordar, elogiar, sugerir... pode até xingar, mas, por favor, se chegar a esse ponto só aceito ofensas contra mim (Thiago Mendanha) e mais ninguém, ok? rs