17 de ago de 2009

Update da tese 46


Essa é a 46ª dentre as 95 teses de Lutero.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

Acho que se fizéssemos uma atualização para o nosso contexto, a tese ficaria assim:

46. É necessário ensinar aos cristãos, principalmente de confissão Evangélica, que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para seu sustento e de sua casa, e de forma alguma desperdiçar dinheiro com dízimos e ofertas que não encontram fim em caridade, ou seja, que não tenham por objetivo o socorro dos irmãos que não gozam do privilégio de ter um celeiro farto.

Para entendermos melhor a implicação desse update faz-se necessário refletir sobre o trecho abaixo que descreve a Igreja em seus primeiros anos de vida:

Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles.

Deus havia respondido, a priori, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária.

O pedido: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. (MT 6.9) ” estava respondido, e diariamente.

Então, para haver o “pão nosso” não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos.

Excerto do texto A igreja que não existe mais de Ariovaldo Ramos.


"Ah, o dinheiro dos dízimos e ofertas é revertido em construção e manutenção de templos, aquisição de jatinhos, impérios de comunicação, horários de televisão, equipamentos de som, etc."

E você não tem vergonha de falar isso?

2 comentários:

  1. É mais que vergonhoso!!!!!É nojento!
    Ridícula a forma como o Macedo e outros se dirigem a Deus, como se Deus fosse nosso empregado sempre pronto a nos servir e fazer a nossa vontade!
    Palhaçada hein?!
    Que evangelho é esse?
    rsrrsrsrrs

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  2. Indulgência moderna é, sem dúvida, o dízimo.

    Nem há o que mais dizer sobre. A forma como tratam tal assunto chega a ser enojante.

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