16 de out de 2009

Pós-modernidade?




Trecho bem interessante de um texto escrito pelo filósofo William Lane Craig num artigo para a Christianity Today e publicado pela Cristianismo Hoje na edição número 8:

" A suposição de que vivemos em uma cultura pós-moderna não passa de um mito. Na verdade, esse tipo de cultura é impossível; não poderíamos viver nela. Ninguém é relativista quando se trata de ciência, engenharia e tecnologia - o relativismo é seletivo, só surge quando o assunto é religião e ética. Mas claro que isso não é pós-modernismo; é modernismo! Não passa do antigo verificacionismo, que sustentava que tudo que não se pode testar com os cinco sentidos é uma questão de preferência pessoal."


"Sob essa ótica, adequar o Evangelho à cultura pós-moderna leva à derrota. Deixando de lado as armas da lógica e da evidência, deixaremos o modernismo nos vencer. Se a Igreja adotar esse curso de ação, a próxima geração sofrerá consequências catastróficas. O Cristianismo se tornará apenas mais uma voz em meio a uma cacofonia de vozes que competem entre si - cada uma apresentando sua narrativa e alegando ser a verdade objetiva sobre a realidade."


E aí?


Por Leonardo Jr.


Chupinhei do Música, Guitarra, Futebol e Afins...


P.S.: Há os que acreditam que estamos em uma cultura pósmoderna e que isso infere no modo como encaramos nossa fé, crença e como somos igreja. Nessa linha temos, como exemplo, Brian Mclaren que parte desse ponto para entender melhor como deve ser a prática da igreja nessa possível cultura pósmoderna.


Há também os que não afirmam tal condição cultural. Acredito que independentemente de nomenclaturas filosóficas, algo acontece, as pessoas não pensam como há 20 anos atrás... a cultura tende a se transformar com maior rapidez que outrora...

5 comentários:

  1. Valeu pela Visita Thiago!

    Eu acho que tem gente se preocupando demais com rótulos e conceitos e esquecendo das pessoas.

    Tendo a concordar com o Craig em certos aspectos, mas concordo contigo. A cultura muda e as pessoas também. Não se pode ficar parado no tempo, utilizando métodos de 30 anos atrás.

    Grande abraço!

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  2. Thiago, é bom ler sobre as teorias dos filósofos para entender um pouco sobre o mundo. Concordo com o que ele fala sobre o relativismo seletivo, porém a ciência por natureza está em constante mutação, desde que você possua as provas empíricas para provar que a teoria vigente é falha. Nas ciências humanas isso muda, porque não temos como provar empíricamente a validade de uma teoria. Cientificamente é impossível você afirmar qualquer teoria 100% válida nesta área. Homens são seres impressionantes pela capacidade de mudar...

    Entendendo que a cultura muda e fazendo a relação com as escrituras, podemos ser mais efetivos na difusão do Evangelho.

    Essas pessoas que não aceitam a mudança no mundo, tendem ser as mais conservadoras e vão acabar esquecidas no tempo...

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  3. Creio que na verdade, o cristianismo já vive essa situação descrita na segunda citação, pois muitos caminhos existem no meio cristão, são tantos e tão difusos que não se sabe ao certo que está falando a verdade. Não são todos cristãos? Então porque várias faces do mesmo Cristo?

    A secularização fez com que abandonássemos a centralidade crucial do Cristo, o amor, agora o que vale é a lei da melhor oferta.

    Agora o texto se lê assim: A demanda é grande, devemos aumentar a oferta.

    Abração.

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  4. Ah uma certa contradição quando se tenta "encaixar" a pósmodernidade no quesito "Cristianismo" porque?: tende-se a usar os parâmetros vigentes para se explicar nosso modus vivendi,quanto mais se moderniza,mais os conceitos entram em processo de evolução. Verdades que se modificam, não dá né?

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  5. Craig, é claro, não escreve sobre o contexto brasileiro. Craig parece deixar de mencionar outros filósofos Europeus que falam sobre o pós-modernismo. E outros filósofos americanos, como John Caputo também. Sugiro a todos e a todas lerem o livro "PARA ENTENDER PÓS-MODERNIDADE" da Mary Rute Gomes Esperandio pela Editora Sinodal - um livro fininho mas muito bom. É de uma linguagem um pouco mais rebuscada, mas bem acessífel. Tomemos cuidado de não falarmos do que não entendemos como se entendêssemos. Sugiro nos esforçarmos um pouco mais.

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